Organização tem representantes de três regiões (Foto: Amanda Vieira/JP)

Um grupo de 70 comerciantes e empresários pretende formar a ACP (Associação Comercial de Piracicaba). A posposta, segundo o comerciante Eli Carlo Júlio, é dar mais representatividade aos comerciantes que, segundo ele, estão sem respaldo das entidades do setor.

Sem citar nomes, Carlo disse que a situação do comércio e indústria de Piracicaba não se restringe apenas ao momento de crise pela qual a saúde passa, com a pandemia de covid-19. “Queremos unir os comerciantes e mostrar a nossa importância para Piracicaba”, afirmou.

A ideia de uma associação, segundo ele, surgiu de conversas dos participantes do grupo, que têm representantes das regiões Centro, Santa Teresinha, Paulista e Dois Córregos.

O comerciante disse que o grupo organiza as ideias e a proposta é concretizar a formação da entidade com estatuto e todas as necessidades legais. Por isso, ele não tem previsão de quando a ACP entrará oficialmente em atividade. “Vamos nos unir com o advogado para finalizar esses detalhes”, falou.

“Pode parecer pouco [a quantidade de futuros associados], mas no momento as conversas estão restritas a esse grupo, mas vamos expandir e levar nossas propostas de ações aos comerciantes e empresários da cidade”, projetou.

Carlo disse que o objetivo do grupo não é político e que não há ligação com partidos. “Nosso foco é o comerciante de Piracicaba”, garantiu.

Questionados sobre a proposta de criação de mais uma entidade voltada ao comércio, os presidentes da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) não quiseram comentar o assunto.

Por meio da assessoria de imprensa, a Acipi informou ser legítima a organização de pessoas. Porém, classificou como inadequado o momento em que a proposta acontece.

A associação informou que está empenhada em tratar com o Governo do Estado para reverter o quadro atual e que, há 87 anos, tem atuado como entidade organizada do comércio e da indústria.

O secretário executivo do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista), Carlos Beltrame, também destacou a democracia e liberdade de organização das pessoas e setores. Ele enumerou as ações do sindicato desde o início da pandemia e da união de forças das entidades patronais que buscaram alternativas junto aos governos municipal e estadual e à Justiça para a reabertura do comércio.

“Lembrando que não se trata apenas da abertura do comércio, mas há uma série de ações que as entidades devem desenvolver enquanto representativas de um setor”, pontuou.

Beto Silva

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