Guardas recebem treinamento do Samu para situações extremas

Devido à grande extensão da área rural da cidade, atendimento precisa ser rápido para salvar vidas. (Foto: Divulgação)

Acidente de trânsito, AVC (Acidente Vascular Cerebral), envenenamento, surto psicótico, afogamento, ferimentos ocasionados por briga, parada cardiorrespiratória. Todo ano, em Piracicaba, são registradas aproximadamente 200 ocorrências como essas, envolvendo moradores e pessoas que trabalham na Zona Rural. Em alguns casos, devido à grande extensão dessa área no município, o socorro precisa percorrer até 65 km e, em grande parte do trecho, por estradas de terra. Dessa forma, há três anos, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, e Guarda Civil, por meio do Pelotão Rural, firmaram uma parceria que tem salvado vidas.

Para isso, há três anos, o Pelotão Rural, responsável pelo patrulhamento da Zona Rural, recebe treinamento em primeiros socorros, sob orientação do Samu. Quando surge um chamado de socorro na Zona Rural, os guardas do Pelotão Rural, que estão mais próximos e conhecem a região, podem aplicar os primeiros socorros até que a unidade do Samu chegue. O curso de três dias é reforçado anualmente: este ano, aconteceu na segunda, terça e hoje, dias 16, 17 e 18/09, na sede da GC, no bairro Verde.

A coordenadora de Enfermagem e membro do NEU (Núcleo de Educação em Urgências) do Samu, Maria Carolina de Aguiar Trigueirinho, orientou os guardas no curso. Segundo Maria Carolina, o treinamento é feito para o atendimento de situações mais comuns e dá suporte para o primeiro atendimento. Hoje, 18, um dos treinamentos foi para a retirada da vítima de um carro acidentado, que tinha risco de incêndio. A recomendação é que, nesses casos, não se mexa na vítima antes de imobilizá-la. Mas diante do risco de incêndio, a retirada é necessária. “Essa técnica é aplicada em situação extrema, para que a remoção da vítima seja feita com o menor dano possível a ela”, explica Maria Carolina.

O guarda-civil Fernando Bertin conta que as ocorrências se intensificam durante a safra da cana. De acordo com ele, o curso dá uma noção básica e faz a diferença. “A intenção não é substituir (o Samu e o Corpo de Bombeiros), mas diminuir o sofrimento da vítima, antecipando o atendimento”, disse.

 

Da Redação