Habilidade: como ter aquele ‘jogo de cintura’ para discordar ou criticar a chefia e não ser prejudicado

Foto: Freepik

Especialistas dão conselhos para evitar saia justa com o chefe na hora de se posicionar e fazer alguma crítica

O projeto não vai sair como o planejado, o chefe deixou de fazer algo que você considera importante ou ele está simplesmente errado. Ter jogo de cintura para criticar o superior em hierarquia sem que isso traga prejuízos para o profissional ou ambiente de trabalho é uma habilidade para poucos.

De olho no desafio de discordar ou fazer críticas ao chefe sem que isso envolva desdobramentos negativos, especialistas apontam o guia de sobrevivência para a hora da crítica.

ASSUMA O RISCO
Nem todo chefe consegue administrar críticas de subordinados. “Em um ambiente de trabalho ideal, o chefe oferece a liberdade para que os profissionais discordem dele, mas não é sempre que isso acontece “, diz Orlando Pavani, diretor da consultoria Gauss.

O risco é o chefe não querer ouvir o que o profissional quer dizer, por isso é importante avaliar antes a postura dele e o relacionamento entre os dois. Por mais que a relação seja amigável e democrática, vale a pena refletir sobre as consequências que uma possível crítica pode significar para a relação.

“É importante conhecer o estilo do chefe para encontrar um canal de comunicação adequado, para que a conversa flua sem maiores problemas”, indica Elaine Saad, gerente da Right Management do Brasil.

Quem conseguir administrar bem a situação, pode, inclusive, tirar um saldo positivo da situação: ter pontos contados a favor e tornar a relação com o chefe mais próxima.

MANTENHA A DISCRIÇÃO
A crítica ao chefe deve ser direcionada diretamente a ele e não aos colegas de trabalho, até mesmo para evitar um clima desagradável no escritório.

“Ele não pode perceber que há um tom de insubordinação”, alerta Pavani.

Elaine aconselha que o profissional evite cair na armadilha da fofoca.

“Comentar com colegas de trabalho pode gerar mal-estar e não atingir o ponto principal da crítica ou discordância, que é tornar melhor o fluxo de trabalho ou projeto em andamento”, explica.

ESCOLHA O MOMENTO CERTO
Ser discreto significa também escolher o timing correto para a abordagem.

Criticar o chefe afeta a autoridade dele, por isso não é indicado resolver falar na frente de outras pessoas.

“O profissional deve evitar fazer a crítica em reuniões, por exemplo, porque isso significa, em geral, uma atitude impulsiva e que pode gerar desconforto”, diz Elaine.

Uma alternativa é agendar previamente um encontro com o chefe em que os dois possam conversar sem serem importunados e resolverem as questões pendentes.

Além disso, é importante estar seguro sobre o que será falado, porque uma vez iniciada a conversa, ela precisa ser produtiva.

Laís Seguin
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