Hemonúcleo de Piracicaba realiza campanha de doação de sangue em janeiro

Foto: Amanda Vieira/JP

O Hemonúcleo de Piracicaba, em parceria com Associação “EuToNaFé”, realiza em 25 de janeiro a campanha “É muito amor na veia”, das 7h30 às 12h. O hospital fica na Avenida Independência, 953, bairro Alto, com objetivo de promover a cultura de doação de sangue na população.

Queremos implantar uma cultura na população piracicabana, porque hoje, no Brasil, menos de 2% (da população) são doadores de sangue”, conta André Agustini, vice-presidente da “EuToNaFé”.




O percentual de doadores, segundo o MS, está dentro dos parâmetros da Organização Mundial da Saúde, que recomenda que 1 a 3% da população de cada país seja doadora. Porém, em meses como janeiro, o número de doações diminui, e, por outro lado, os acidentes nas estradas, com vítimas que necessitam de bolsas de sangue, crescem. Uma bolsa pode salvar até quatro vidas.

O Hemonúcleo de Piracicaba atende 26 cidades da região, como Águas de São Pedro, Charqueada, Limeira e Rio Claro. De acordo com Augustini, para isso, são necessárias de 70 a 80 bolsas diariamente.

A expectativa da campanha é captar 150 bolsas de sangue. “A doação tem um objetivo único: salvar vidas, nosso foco é ter bolsas de sangue para poder salvar vidas”, enfatiza Agustini.

De acordo com a assistente social do Hemonúcleo de Piracicaba, Kelly Borges, “as campanhas colaboram de forma significativa com os estoques de sangue”.

O Hemonúcleo também aceita doações de sangue de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h. E um sábado por mês há programação específica, que é divulgada com nas redes sociais da entidade.

Para fazer a doação, é obrigatório apresentar documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial, como RG e CNH. Diariamente e nas campanhas, para os doadores, o estacionamento é gratuito, independente se a pessoa não atender aos requisitos da triagem.

Os requisitos para realizar a doação são ter entre 18 e 69 anos – jovens com 16 e 17 anos com consentimento formal ou presencial do responsável local; pesar, no mínimo, 50Kg; não estar em jejum (apenas evitar alimentos gordurosos) e estar descansado. Pessoas maiores de 60 anos não podem fazer a doação pela primeira vez e fumantes precisam ficar, duas horas antes e depois de doar, sem fumar.

Não podem doar pessoas com gripe, resfriado ou infecção acompanhada de febre; portadores de sífilis, malária ou doença de chagas; alcoólatras crônicos ou que tenham ingerido bebica alcoólica nas últimas 12 horas.

Também não podem aqueles que tenham contraído hepatite após os 11 anos de idade; tenham realizado endoscopia há menos de seis meses e mulheres grávidas, em período de até três meses após o parto ou se estiverem amamentando.

Entre uma doação e outra, o doador deve ficar um intervalo sem doar para que o organismo atinja o nível de ferro que tinha antes da doação.

O intervalo para homens é 60 dias e podem doar no máximo quatro vezes nos últimos 12 meses. Para mulheres, 90 dias, no máximo três vezes. Pessoas entre 60 e 69 anos, 180 dias, no máximo duas vezes ao ano.

Andressa Mota

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