Heróis esquecidos, medalhistas olímpicos são abandonados à própria sorte

O boxeador Esquiva Falcão nas Olimpíadas de Londres, em 2012 - Crédito foto: Mario Palhares

O pugilista capixaba, Esquiva Falcão, medalha de prata nos Jogos de Londres de 2012 trabalha como entregador das minipizzas produzidas pela esposa Suelen. Em suas redes sociais, o boxeador divulga mensagens para aumentar as vendas “delivery”, em Vila Velha (ES).  Com 28 lutas e 28 vitórias, o boxeador aproveita o reconhecimento dos fãs para ajudar na realização do sonho da esposa, que pretende montar uma cozinha industrial. Com as vendas das minipizzas, Falcão busca o sustento para a família.

A nadadora Poliana Okimoto mal havia deixado o pódio, após a conquista da medalha de bronze no Rio de Janeiro, em 2016, e as dificuldades financeiras já faziam parte de seu cotidiano e ela passou a bancar despesas do bolso para manter a rotina dos treinamentos. Arthur Zanetti, ouro em 2012 e prata em 2016, teve o corte de 90% de seus rendimentos após os Jogos Olímpicos do Rio.

A 100 dias do início das Olimpíadas de Tóquio, no Japão, a realidade brasileira é bem diferente para o COB (Comitê Olímpico do Brasil), responsável pela gestão do esporte nacional. O comitê intensifica a montagem do “Time Brasil”, que vai representar o país na 32ª edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, disputados pela primeira vez no ano de 1896, na cidade de Atenas, na Grécia.

Até o momento, a delegação brasileira que viaja à Tóquio conta com 200 atletas classificados em 22 modalidades. A meta do COB é completar a delegação brasileira com 250 representantes.

A torcida pelos heróis olímpicos será enorme durante os Jogos de Tóquio, que têm início agendado para o dia 23 de julho. Mas, será que após o apagar da tocha olímpica em 8 de agosto, o Brasil não se esquecerá de seus novos medalhistas olímpicos?

Essa é uma pergunta difícil de ser respondida para um país que extinguiu o Ministério do Esporte e sequer aproveitou o legado de ter sido sede olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro.

Edilson Morais

[email protected]

LEIA MAIS:

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

9 + 19 =