Homem é multado em R$ 6.500 por matar jacaré na represa Biris

Zoonoses achou o animal morto com um arame na boca (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Um homem foi multado em R$6.500 pela Polícia Militar Ambiental por ter caçado um jacaré que vivia solto na represa Biris, em Charqueada. De acordo com o boletim de ocorrência, o animal morreu em decorrência dos maus tratos sofridos. A polícia tomou conhecimento do caso após vídeos terem sido divulgados em redes sociais.

De acordo com o diretor de Meio Ambiente da prefeitura de Charqueada, Marcelo Santos, o caso ocorreu na quinta-feira (20). A zoonoses retirou o animal já morto do lago com um arame na boca.

De acordo com o tenente Daniel Jatobá, responsável pelo Pelotão Ambiental de Piracicaba, não houve flagrante e o homem não foi preso. A autuação foi feita quatro dias depois.

“Chegou ao conhecimento do policiamento ambiental que o senhor H.R.F. veio a caçar um jacaré na represa Buritis, localizada no município de Charqueada, conforme imagens divulgadas em redes sociais. O referido animal caçado veio a morrer devido aos maus tratos sofridos”, diz o boletim de ocorrência. O homem foi multado por caçar e ocasionar maus tratos a espécime da fauna silvestre, agravado pela morte do animal.

Segundo relato dos moradores, os jacarés vivem na represa há quase 20 anos. Santos conta que a população é dividida quanto deixar os animais no lago ou retirar. Afirma ainda que nunca houve ataque por parte dos bichos – ao contrário, todas as interações que a prefeitura tem conhecimento foram feitas por pessoas que “estavam provocando a animal na beira do lago”, disse.

De acordo com Jatobá, é de responsabilidade da prefeitura realizar análise técnica para apurar a viabilidade ou não dos animais do local. Caso seja viável a retirada, é necessária autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Santos informou que a prefeitura está contratando uma empresa especializada para realizar a análise e também estuda o cercamento do lago. “Lá é o lar deles e vamos tomar todas as providências com base em relatórios técnicos”, afirma.

Andressa Mota