Homem fere animais com flecha na Rua do Porto

Pato não foi resgatado e fugiu das pessoas (Divulgação)

Uma capivara foi morta e um pato ficou com uma flecha atravessada no corpo, próximo ao Rio Piracicaba, na região da Rua do Porto. No último fim de semana, voluntários e bombeiros tentaram fazer o resgate do pato, mas foi em vão. Por enquanto não se sabe se a ave morreu ou sobreviveu. Até o início da noite de ontem, a identidade do suposto atirador ainda era mistério. Policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) tentou resgatar o corpo da capivara, que foi visto às margens do Rio Piracicaba, para a retirada da flecha para investigação, mas o animal não foi localizado.

Fotos e vídeo do pato, com a flecha atravessada no corpo circularam em grupos de WhatsApp e vários voluntários tentaram capturá-lo, mas a cada aproximação das pessoas, o pato se afastava. Ele foi visto no rio, nadando, mesmo ferido.

A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (REP) disse que os bombeiros usaram redes e barcos na tentativa de capturá-lo, mas não foi possível. “É inaceitável as pessoas tirando a vida dos animais por puro esporte. Fora o sofrimento que causou, pois uma capivara daquele porte, sofreu muito para morrer com aquela flechada”, disse Alessandra. “Pedimos que nos ajude a encontrar a identidade desse atirador, pois eram animais amados e estimados por todos”, completou.

“Capivara sofreu muito para morrer”, diz protetora.

O veterinário Thiago Navarro Vilalta, especialista em animais silvestres já tinha sido acionado para o atendimento do pato. “Infelizmente não conseguiram encontrá-lo. Somente depois de um exame de raio x, seria possível fazer a remoção caso não tenha atingido nenhum vaso importante, do contrário causaria uma hemorragia, se retirássemos a flecha”, disse o veterinário.

ARCO E FLECHA
O presidente da Associação Piracicabana de Arco e Flecha, Rogério Facin disse que a associação não compactua com essa prática. “Com certeza essa pessoa não faz parte do nosso grupo, prezamos pelo usado adequado de nossos equipamentos e jamais utilizamos em animais, pois a caça é proibida, tem regra no Brasil e sendo assim, tal prática é ilegal. Sem contar, essa pessoa seguramente não usou o mesmo equipamento que o nosso”, enfatizou Facin.

DENÚNCIA
Quem tiver alguma denúncia sobre a identidade do atirador pode entrar em contato com os policiais da Deic pelo telefone (19) 3421-6169.

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Cristiani Azanha

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