A horta é uma forma de combater a degradação ambiental (Foto: Divulgação)
A horta é uma forma de combater a degradação ambiental (Foto: Divulgação)

A produção de verduras e legumes da horta existente na área de mil metros quadrados na rua Eurico Gaspar Dutra, no bairro Eldorado, ganhou um reforço e passou a contar com uma ligação de água exclusiva. O local é mantido pelo aposentado Marcus Vinícius Rocha Pereira, 50, em parceria com alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Osvladir Júlio.

De acordo com Pereira, há dois meses a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) liberou a instalação do hidrômetro pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). Até então, para regar os canteiros, o aposentado contava com a ajuda dos alunos e utilizava a água de sua casa. “As crianças vêm dia sim, dia não, com uma garrafa de dois litros cada e regam os canteiros. Eu usava uma mangueira da minha casa”, contou.

Segundo o aposentado, a conta de água de sua casa girava em torno de R$ 130 por causa da horta. “Há dois meses, baixou bem, passou a vir R$ 50”, comemorou. Pereira contou que a reivindicação pela ligação de água foi feita pelos representantes da escola e por ele. “Fizemos uma reunião com o presidente da associação do bairro e apresentamos à Sedema”, contou.

O aposentado também comemora o aumento da área de plantio da horta e novas árvores frutíferas para o pomar. O projeto com os alunos envolve agora a formação de um bosque com espécies nativas.

RECUPERAÇÃO

A formação da horta comunitária na área foi uma forma de combater a degradação ambiental. O aposentado conversou com os professores sobre aproveitamento do terreno para atividades pedagógicas e em julho do ano passado nasceu o projeto Vivenciar para Aprender. Frutas, legumes, verduras e ipês foram plantados no terreno sob sua supervisão, com a dedicação dos 77 estudantes e professores. O espaço foi inaugurado em outubro.

Parte da produção é destinada à merenda escolar das crianças e o restante é consumido pela população do bairro, que também auxilia a produção com a compra de sementes e mudas para a reposição. “A ajuda dos estudantes é essencial, mas cuidar de tudo isso aqui demanda muito trabalho”, contou Pereira.

Beto Silva

 

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