HR promete dobrar prestação de serviços à população

Ainda no primeiro semestre, HR deve ampliar número de leitos e dobrar a prestação de serviços (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Com mais de 50 mil atendimentos registrados em 2019, o Hospital Regional de Piracicaba “Zilda Arns” projeta dobrar a capacidade de atendimento às 26 cidades da região. Para isso, a instituição aguarda pela decisão do Governo do Estado em implantar a segunda fase, prevista para o segundo ano de operação, ou seja, 2020.

De acordo com o superintendente do hospital, Pedro Pontin, Piracicaba é o município com maior demanda de atendimento. “Dependendo do mês os atendimentos de Piracicaba representam até 80% do total”, afirmou. Atualmente o hospital oferece atendimento nas áreas de ortopedia, cirurgia geral, otorrino e oftalmologia.

O Hospital Regional conta com 42 leitos de enfermaria, dez na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e oito vagas na semi-intensiva – cuidados intermediários.

Com a implantação da segunda fase do hospital, o número de leitos deve dobrar e aumentar as especialidades oferecidas. Segundo Pontin, além das quatro atuais, o hospital passará a oferecer, ginecologia, urologia e cirurgias plástica, toráxica e bucomaxilar. “Ao dobrar a capacidade triplicamos o volume de atendimentos assistenciais”, observou o superintendente.

Enquanto aguarda pela implantação da segunda fase do projeto, Pontini destacou que tem promovido melhorias internas, uma delas foi a implantação do projeto Acreditação Hospitalar – método de avaliação e certificação que busca promover a qualidade e a segurança da assistência.

“É uma forma de trazer eficiência à gestão criando novos espaços para o paciente, como o espaço ecumênico e investimentos na enfermaria”, disse.

“A nossa perspectiva é que se o governo do estado enter ser possível a implantação da segunda fase, será maior a assistência”, afirmou.

GESTÃO
Inaugurado em março de 2018, o Hospital Regional de Piracicaba é gerenciado pela Fascamp (Fundação da Área da Saúde de Campinas), ligada à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Com recursos do Governo Estadual, as finanças da instituição estão equilibradas, segundo afirmou Pontin.

A principal despesa se refere à folha de pagamento, cerca de 70% do orçamento. São 414 funcionários contratados em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), além de terceirizados e prestadores de serviços.

Em 2018, o hospital registrou um total de 43.737 atendimentos, sendo 20.505 consultas, 18.732 exames, 3.069 atividades cirúrgicas, e 1.431 internações. Já no ano passado, foram 50.646 atendimentos, dos quais 25.246 consultas, 16.230 exames, 3.670 atividades cirúrgicas e 5.500 internações.

Beto Silva
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