Em 2030, o número de pessoas acima de 60 anos superará o de crianças brasileiras Foto: Arquivo

“O envelhecimento vai chegar e temos que nos cuidar desde sempre.” Essa é a recomendação de Elisangela Corte Real, assistente social e coordenadora do programa Universidade Aberta à Terceira Idade da Unimep. Ela falou sobre qualidade de vida na terceira idade em live do programa Parlamento Aberto, no último dia 24. Para a assistente social, qualidade de vida não é somente ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos, mas fazer coisas que nos deem prazer. “O idoso precisa ter a sua qualidade de vida e a qualidade de vida é diferente para cada um”, afirmou.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prevê que, até 2050, a população de idosos no Brasil deva atingir 66 milhões de indivíduos. Em 2030, o número de pessoas acima de 60 anos superará o de crianças brasileiras. Com isso, a preocupação com a qualidade de vida na terceira idade tende a ser um tema recorrente nos próximos anos.

Interação social com a família e amigos, aprender coisas novas como a tocar um instrumento musical, uma outra língua, e participar de grupos, procurando estar sempre ativo, foram alternativas propostas por Elisangela Corte Real para que a pessoa idosa mantenha a qualidade de vida. “Quando a gente se cuida, a gente está empurrando as doenças mais para o final da vida”, disse. Para ela, o idoso ativo sabe superar melhor as dificuldades e acaba desenvolvendo doenças como o Mal de Alzheimer mais tarde.

Ter qualidade de vida na terceira idade também significa preservar a autonomia e a independência da pessoa idosa. Segundo a assistente social, esses fatores estão diretamente ligados a atividades básicas da vida diária, como o autocuidado (se alimentar, se vestir, tomar banho) e as atividades instrumentais (gerenciar finanças, fazer compras, cozinhar, realizar tarefas domésticas).

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