Igreja doa 10 mil máscaras para bairros carentes

O projeto “Mãos que Ajudam a Preservar Vidas” da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de Piracicaba e região tem aproveitado o tempo da quarentena para ajudar ao próximo. Na manhã de ontem (23), a igreja fez a doação de cerca de 10 mil máscaras confeccionadas pelos participantes do projeto para líderes comunitários e à FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba).

Os bairros que já receberam a ajuda foram Cantagalo, Monte Líbano, Vila Fátima e Alto de Piracicaba, de acordo com um dos presidentes da igreja, José Eduardo Buzatto. A doação também se estenderá ao bairro Bosques do Lenheiro. “Estimo que no total […] mais de cem famílias ajudaram, além de pessoas que não são membros da igreja que também se contagiaram pelo espírito de ajudar”, comenta Buzatto.

A entrega aos líderes comunitários foi realizada na sede da igreja na região da Vila Rezende e contou com a participação do prefeito Barjas Negri (PSDB).

Jovens, crianças, pais, avós ajudaram para cumprir o objetivo de chegar a 10 mil máscaras até esta semana. Foram, em média, três semanas de produção. O projeto integra iniciativa nacional da igreja que visa produzir 3 milhões de máscaras até o final de junho.

Uma das famílias que ajudou na confecção das máscaras foi a da Eliane Lima, técnica de enfermagem. Ela, o esposo Willians e os filhos Bruno e Raissa se organizaram para dar conta da meta de costurar 200 máscaras e entregaram 17 a mais. Antes do projeto, a família já estava produzindo máscaras. “Ficamos gratos por poder contribuir, de alguma forma em ajudar o próximo e a comunidade. […] Dividimos os afazeres, os homens nos cortes, eu e minha filha na costura e arremates”, lembra Eliane.

A família do Vandelei Lira, técnico em segurança do trabalho, e da Rosália Santos Lira, esteticista, de Rio das Pedras, tinha o objetivo de confeccionar 180 máscaras. Empenhados, cumpriram a meta e, mesmo quando o cansaço chegou, não pararam de pensar nas pessoas que poderiam ajudar a se proteger do novo coronavírus. “No final foi um sentimento de muita alegria, porque a gente sabia que o que a gente estava fazendo era algo que ia ajudar a vida de alguém lá na frente. Posso definir isso como uma experiência boa em usar meu tempo, que estou de quarentena em casa, [e] poder aliviar, proteger alguém”, avalia Lira.

Para Rosália, a atividade do projeto contribuiu para aliviar a apreensão que sentia por não poder sair de casa para realizar as atividades sociais cotidianas. “E quando chegaram os tecidos, […] eu achei maravilhoso, ajudou a gente em casa a se ocupar mais e foi um sentimento de gratidão mesmo, por saber que a gente está ajudando aquelas pessoas que realmente não podem comprar uma máscara”, recorda.

Andressa Mota

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