Importações têm aumento de 30% e reaquecem a indústria

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Nestes quatro primeiros meses do ano, a indústria de transformação parece sair do buraco aonde foi enfiada economicamente no ano passado com uma puxada de pouco mais de 30% nas importações (veja exportações abaixo). Ao comparar com o mesmo período de 2020, dois índices, do Ministério da Economia e da regional Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Piracicaba, estão com números bem próximos: US$ 621,53 milhões e US$ 671,5 milhões, respectivamente, em compras de outros países com destino a Piracicaba.

A indústria de transformação é o carro-chefe da economia local. Pontualmente em Piracicaba, este setor é representado por aquelas fábricas que compram peças para montar veículos e equipamentos agrícolas. Segundo o departamento de Comex (Comércio Exterior) do governo federal, esta indústria foi responsável pela importação de 96,9% do total (US$ 224 milhões) do que foi enviado à cidade.

O gerente regional da Ciesp, Homero Scarso, afirma que, seguramente, estamos em um melhor momento frente ao que a indústria viu em 2020. O dólar alto tem favorecido a competitividade dos produtos nacionais e, na outra mão, tem colocado moeda norte-americana nas mãos do empresariado.

“Estamos com uma corrente de comércio (exportação mais importação) 21% maior do que no mesmo período anterior. O que aconteceu foi que tínhamos um estoque grande com a parada da indústria no ano passado. ‘Queimamos esta gordura’ até o início deste ano e, agora, estamos importando o que sempre foi importado para a região afim de continuar a produção. É muito difícil recuperar tudo o que foi perdido em 2020, esse foi um ano ‘fora da curva’”, explica o dirigente.

Para o curto prazo se consolidar como positivo, Scarso aponta que o governo federal e o legislativo precisam investir em duas frentes: a imunização contra covid-19 e, dentre as reformas, a prioridade é a tributária. Outro fator que faz Piracicaba descolar do cenário de crise Brasil é o alto valor agregado dos produtos feitos na região. “Não estamos atrelados às commodities”, lembra Scarso.

Elas não cresceram como as importações, mas o sinal é de alta. Os índices do Ciesp e Ministério da Economia para Piracicaba indicam melhora no cenário de pouco mais de 10% no comparativo aos primeiros quatro meses de 2021 contra 2020. No Comex, o registro de vendas fechadas pela cidade é de US$ 621,53 milhões e, no Ciesp, de US$ 671,5 milhões.

Mês a mês neste ano, há uma sinalização positiva de alta, aponta Francisco Crócomo, professor de Economia da EEP (Escola de Engenharia de Piracicaba) e Fatep (Faculdade de Tecnologia de Piracicaba). “De janeiro para abril, as exportações foram de US$ 147 milhões para US$ 181milhões, e as importações também aumentaram.”

Tanto em exportação como importação, Piracicaba foi a sexta cidade com maior comércio no ranking de maiores movimentações por município no Estado de São Paulo. “Piracicaba está numa boa e interessante posição neste ranking. Com as importações e exportações subindo há uma sinalização de resultados melhores à frente”, salientou.


Cristiane Bonin

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