Incorporadoras encolhem lançamentos em quase 25%

Apesar da crise, imobiliária amplia vendas em 45%

Ao longo dos anos, estoque acumulado é, em sua maioria, da categoria econômica, aponta sindicato

A incorporação de novos apartamentos em Piracicaba resultou em 1.507 unidades no primeiro trimestre deste ano, demonstrando um encolhimento de -24,5% no comparativo com o segundo trimestre de 2020. Mesmo com as construtoras trabalhando menos na cidade, o mercado imobiliário não cedeu quanto ao VGV (Valor Geral de Vendas) – cálculo do valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento a ser lançado. Este índice perdeu pouco, 3,3%, no mesmo período, para um total mais recente de R$ 413 milhões.

Os dados são do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo). Mesmo com a crise econômica somada à pandemia da coivd-19, os números indicam que a incorporação apostava mais alto em 2020: foram lançados 1.996 apartamentos no mercado local no primeiro trimestre de 2020, com um VGV total de R$ 427,2 mi. Atualmente, a informação mais recente, de março, sobre unidades a espera de um comprador totalizou 1.777 apartamentos – a maioria deles, 83%, são da categoria econômica, destinada à média-baixa renda. Na outra ponta, do ‘varejo’, uma das maiores imobiliárias da região comemora alta de quase 50% nas vendas neste primeiro semestre. Ângelo Frias Neto, proprietário da imobiliária homônima e diretor em Piracicaba do Secovi-SP, não tem o que reclamar do desempenho do mercado imobiliário local.

O comparativo da imobiliária de Frias, entre os primeiros semestres de 2021 e 2020, resultou em crescimento de 45%. Em sua análise, o mercado continua se desenvolvendo em função do ambiente, levando em conta: a nova relação do público com o imóvel, principalmente quanto à moradia; baixa taxa de remuneração nas aplicações financeiras sem risco; baixa taxa de juros para financiamento imobiliário; segurança do imóvel em momento de incerteza; e rendimento das locações comparativamente a remuneração da aplicação financeira. Frias, que também é diretor da ABMI (Associação Brasileira do Mercado Imobiliário), recebeu, semana passada na cidade, o presidente da mesma associação, Márcio Schneider, para um debate sobre o panorama do mercado imobiliário. “Precisamos considerar que houve uma queda média nos rendimentos. Este novo cenário está gerando uma migração de investimentos, evidenciando o imóvel como protagonista no conjunto de atividades econômicas”, disse Schneider.

Cristiane Bonin

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