Indústria fecha mês de julho com 450 vagas de emprego

Para Scarso, “expectativas positivas de 2019 foram postergadas para 2020” (Foto: Amanda Vieira/JP)

A indústria de Piracicaba e região fechou julho com 450 vagas a menos, segundo pesquisa que aponta o nível de emprego no setor, feita pela diretoria regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que engloba oito cidades. De acordo com os números apresentados ontem pelo gerente-regional Homero Scarso, a variação ficou negativa em 0,98%, o que deixou a regional em 32º lugar no ranking das diretorias.

No ano, a região tem um acumulado de 0,27% representando um aumento de aproximadamente 150 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -1,82%, o que representa uma queda de aproximadamente 850 vagas.

Segundo Scarso, o nível de emprego industrial na região de Piracicaba no mês de julho foi influenciado pelas variações negativas dos setores de veículos automotores e autopeças, produtos alimentícios, produtos de metal e máquinas e equipamentos. Estes foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

De acordo com as estatísticas apresentadas ontem, nos sete meses do ano, quatro tiveram resultado negativo no que se refere a geração de empregos na indústria em Piracicaba e região.

Ao comparar os meses de julhos deste ano e de 2018, o gerente destaca um cenário semelhante. No ano passado, o saldo de empregos na indústria na região ficou negativo em 0,91%.

Nesse período, Scarso citou que a justificativa do desempenho negativo foi a greve dos caminhoneiros e a saída de uma empresa multinacional de Piracicaba, que encerrou 700 vagas de emprego na cidade.

Para 2019, o gerente citou a economia que ‘patina’ por causa da demora da aprovação da reforma da previdência, o que impediu a tomada de decisões por parte dos empresários. Somado a isso, Scarso cita fatores externos como a relação do Brasil com a Argentina, juros negativos, e a queda de braço entre Estados Unidos e China. “Nessa situação, fatores internos e externos contribuem para o desempenho do setor”, afirmou.

“As expectativas positivas de 2019 serão postergadas para 2020”, avaliou.

Beto Silva