Melhor lateral-direita do mundo, Lucy Bronze (2) é um dos destaques da Inglaterra (Foto: Divulgação /FIFA)

Inglaterra e Estados Unidos fazem hoje, às 16h, em Lyon, a primeira semifinal da Copa do Mundo Feminina. As equipes chegam a este confronto com 100% de aproveitamento, com cinco vitórias em cinco jogos. As inglesas terminaram na liderança do Grupo D, a frente de Japão, Argentina e Escócia e eliminaram Camarões e Noruega no mata-mata, enquanto que as americanas lideraram o Grupo F, a frente de Suécia, Chile e Tailândia e depois eliminaram Espanha e França na fase final.

Um dos destaques das “Lionesses” é a jogadora Lucy Bronze, amplamente considerada a melhor lateral-direita do mundo e por uma boa razão. Lucy é uma jogadora de aço, com uma capacidade incrível de bater escanteios como se fosse uma atacante, além de comandar com maestria o lado direito da Inglaterra. Porém, Bronze passa confiança para cada jogadora em sua frente, atrás e ao lado. A atleta, que joga no Lyon (melhor time do mundo) está em seu auge físico e chuta muito bem de curta e longa distância e a sua luta para atuar em alto nível após três cirurgias no joelho já está é uma memória distante. Sua liderança é contagiante é uma das jogadoras chaves do técnico Phil Neville para chegar pela primeira vez a final.

Pelo lado americano, o criativo e formidável meio-campo e ataque têm estrelas do quilate de Megan Rapinoe, Alex Morgan and Tobin Heath, porém Julie Ertz é uma atleta que não pode ser deixada de lado. Ela é a espinha dorsal do time, uma espécie de “cola” que une todo o time e quando ela não está em campo, a equipe sente bastante. Ela a peça-chave da equipe americana, tanto ofensivamente, quanto defensivamente e dedica todo segundo em campo para fazer a sua parte. A jogadora de 27 anos era zagueira quando foi campeã mundial em 2015, porém tem apresentado em excelente desempenho desde que migrou para o meio-campo, já que contínua corajosa e possui habilidade para dominar a parte central do campo. Com Ertz em forma e trabalhando de forma ética ela é inigualável e uma grande arma dos Estados Unidos para conquistar o tetra mundial.

Campeã mundial na zaga em 2015, Juie Ertz migrou, com sucesso para o meio-campo (Foto: Divulgação /FIFA)

Além do protagonismo de Bronze na defesa e de Ertz no meio, o ataque das equipes também merece atenção, já que das quatro artilheiras da competição (empatadas com cinco gols), três delas estarão presentes no confronto: Ellen White, da Inglaterra; Alex Morgan e Megan Rapinoe, dos Estados Unidos. A outra artilheira é Sam Kerr, da Austrália, porém a mesma já está eliminada.

O único confronto entre americanas e inglesas em Mundiais foi nas quartas de final da edição de 2007. O confronto foi Tianjin, na China, e os Estados unidos venceram por 3 a 0, gols de Wambach, Boxx e Lilly, eliminando as inglesas. Na fase seguinte, as americanas foram eliminadas após sofrerem uma goleada histórica de 4 a 0 diante da Seleção Brasileira.

As americanas estiveram em todas as semifinais da história das Copas do Mundo, avançando para a decisão em 1991, 1999, 2011 e 2015, após eliminarem na fase anterior, a Alemanha, Brasil, França e Alemanha, respectivamente. No total foram três eliminações na semifinal, em 1995, 2003 e 2011, para Noruega, Alemanha e Brasil, respectivamente. A única semifinal das inglesas foi em 2015, ano em que foram derrotadas pelo Japão.

Mauro Adamoli

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