Instalada CPI do Semae; deficit é de R$9 mi, diz prefeito

Foto: Claudinho Coradini/JP

Prefeitura deve apertar cerco contra convênio

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) teve a mesa diretora nomeada na sessão da tarde de ontem do Legislativo. Sob o comando da vereadora Rai de Almeida (PT) e relatoria de Anilton Rissato (PAT), a apuração se dará entorno de uma série de irregularidades: desde o valor das taxas cobradas ao consumidor à PPP (Parceria Público-Privada) quanto a execução do contrato firmado e repasses financeiros à Concessionária Mirante. Em audiência pública na Casa de Leis há algumas semanas, o prefeito Luciano Almeida (DEM) falou que a autarquia está com um déficit de R$ 9 milhões e que estudava fechar o cerco a duas PPPs firmadas anteriormente.

A comissão foi protocolada em 7 de maio e recebeu as assinaturas de 17 dos 23 parlamentares. A primeira reunião interna está prevista para a próxima segunda-feira, mesmo durante recesso camarário. As apurações ocorrem durante os próximos 120 dias para analisar e avaliar os problemas operacionais, administrativos e financeiros do Semae.

Entre as já citadas, a Câmara deverá investigar as constantes falta de água, rompimentos de redes e adutoras, precariedade de redes e demais infraestruturas de abastecimento. Também está na mira da CPI a demora no atendimento de reparos em calçadas e vias públicas, assim como, a qualidade dos serviços realizados, além do atendimento dos chamados e dificuldades para registrar solicitações e reclamações. No campo administrativo estão inadimplência, contratos firmados pela autarquia e a folha de pagamento e funções gratificadas dos servidores.

CPI DA MERENDA
Em uma discussão acalorada – a com maior debate da sessão da noite da Câmara – foi aprovada a extensão do prazo para a CPI da Merenda por mais 90 dias. Alguns dos vereadores estavam reticentes a votar porque alegaram falta de acesso às informações. Outras preocupações apareceram como distorção de informações pela mídia. Por fim, ficou esclarecida a necessidade da investigação e a ferramentas de disponibilidade à vereança sobre as apurações.

Cristiane Bonin
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