Instituto disponibiliza acervo físico e digital

Foto: Alessandro Maschio/JP

São mais de 30 mil itens, de livros a jornais; instituto aniversaria em agosto

Criado no mesmo mês do aniversário de Piracicaba, o Instituto o Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) completa 54 anos em 21 de agosto disponibilizando mais de 30 mil itens em seu acervo. Fundado em 1967, o instituto abriu suas portas quando a cidade comemorava 200 anos sob a gestão do então prefeito Luciano Guidotti. Atualmente limitado a retiradas de material por conta da pandemia de covid-19, o site oficial ihgp.org.br proporciona contato com itens variados e curiosos – para saber mais, ligue 3434-8811.

O presidente do IHGP, Pedro Vicente Ometto Maurano, conta que a criação do instituto “era um anseio da elite cultural local”. O objetivo à época era o de criar um órgão oficial para preservar o patrimônio histórico da cidade, reconhecida nacionalmente pela sua dinâmica nos campos das artes, ciências e tecnologia, bem como pela sua projeção econômica no setor agroindustrial.

Hoje, o instituto possui um importante acervo, inclusive digitalizado e distribuído entre videoteca, jornais, revistas, iconografias, mapoteca e documentos avulsos. A entidade produz anualmente uma revista e publica livros relacionados à história local e de conterrâneos. Estão disponíveis para doação mais de 20 títulos públicos pelo IHGP. Todas as edições do Jornal de Piracicaba, desde sua fundação, fazem parte do acervo, bem como todos do passado, publicados a partir do final do século 19. Dentre os títulos disponíveis encontram-se “El Rei Dom Sapo”, “Fim do Mundo”, “Bem-te-vi Feiticeiro” e “A filha da Floresta”. Estes livros estão entre as preciosidades guardadas, todos de autoria de Thales Castanho de Andrade, o primeiro escritor de literatura infanto-juvenil brasileiro e anterior a Monteiro Lobato. Tem também Ivana Maria França Negri com “A Lenda da Noiva da Colina”, Valdiza Maria Capranico e “Sapucaia da Paz” e Sonia Barreto, autora de “Nosso Pecente”.

“Como toda cidade antiga, a história de Piracicaba é repleta de riquezas que podem deixar pesquisadores e curiosos impressionados. Em um passeio pelos recortes de jornais, podemos encontrar notícias como a queda do edifício Comurba, ocorrida na primeira semana de novembro de 1964, uma catástrofe sem precedente em pleno Centro da cidade, onde fica hoje a Caixa Econômica Federal. O ocorrido, segundo estudiosos da cultura local, como o arquiteto João Chaddad, pode ter atrasado em décadas o crescimento urbano vertical em Piracicaba.”

Cristiane Bonin
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