Documento deve ser entregue em 120 dias (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Bairros com maior incidência de violência contra a mulher no município, e questões sociais das vítimas, são alguns dos dados que serão coletados pelo Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba) e, posteriormente, servirão como um mapa sobre o assunto no intuito de viabilizar políticas públicas e avançar no enfrentamento do problema. Segundo a Prefeitura, o investimento será de R$ 15.900 e o prazo de entrega será de 120 dias.

Carolina Angelelli, presidente do Conselho Municipal da Mulher de Piracicaba, revela que este movimento é uma demanda antiga da entidade. “O objetivo é moldar um retrato fiel do cenário de violência contra a mulher na cidade. O cenário é cruel e os números são alarmantes durante o período da pandemia. Além disso, precisamos ressaltar a coragem de puxar a cortina para desvendar o assunto”.

Como explica Carolina, via Ipplap, serão levantadas o que ela aponta de “variáveis quantitativas”, subdivididas em dados democráticos, geográficos e com variáveis das tipificações dos crimes previstos na Lei Maria da Penha. A previsão é que este levantamento começo já no próximo mês de julho.

E um primeiro momento, explica a presidente do Conselho, estes dados serão pesquisados em bancos de dados de órgãos públicos e entidades que integram a Rede de Atendimento a Vítimas de Violência, como Defensoria Pública, delegacias, Secretaria de Saúde, do Desenvolvimento Social, entre outras. “Dependendo do que os órgãos pesquisados já tiverem coletados e também do que eles nos permitirem o acesso”.

O receio de Carolina é que o levantamento esbarre em um deficit nestes bancos de dados. “Caso esbarre, como não ter estes dados que precisamos já cadastrados, será a chance de se fazer e ser mais eficaz para levantamentos futuros. E isso será levado ao prefeito Barjas Negri, para que modernize e automatize os sistemas”, ela ressalta.

Um dos ganhos deste serviço, acredita Carolina, é conhecer a realidade da violência da mulher em cada região de Piracicaba para, posteriormente, se ter uma frente de atuação de acordo com demandas, respeitando as particularidades de cada área.

A prevenção é outro foco do levantamento, ela aponta. “É mais fácil trabalhar com prevenção e é isso um dos focos da pesquisa. Sabemos que prevenção é barato e o quanto custa uma mulher vítima de violência, que demanda acolhimento social, psicólogo, cuidado médico. Quando se mapeia quantas mulheres entraram pelo judiciário, pela rede de saúde, pelas psicólogas do município, vamos entender quanto custa uma mulher vítima de violência e traçar uma estratégia de prevenção”.

Erick Tedesco

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