Jamil Maluf comemora 30 anos de pioneirismo e ousadias da OER

Mais de 700 instrumentistas já passaram pela orquestra | Foto: Larissa Paz

De 30 de março de 1990 até os dias atuais, o sentimento do criador da OER (Orquestra Experimental de Repertório), o piracicabano Jamil Maluf, escancara o motivo pela qual ela foi concebida e perdura. “Não envelheceu, consegue surpreender até hoje com sua proposta”, ele conta, entre lembradas de três décadas. Nesta quarta-feira (30), o Theatro Municipal de São Paulo lança documentário que resgata a ousada e vitoriosa história da orquestra – estará disponível no canal do Youtube do emblemático espaço cultural da capital.

Maluf, em entrevista ao JP, inclusive soltou um spoiler sobre o material audiovisual. “Tem 20 minutos e com imagens belíssimas, como tomadas da fachada externa do Theatro Municipal, de um drone, que então desce e entra pela porta principal do lugar”.

É claro que o documentário tem diversos depoimentos do piracicabano, também o maestro da Experimental. O documentário também traz depoimentos do pianista e compositor André Mehmari, do guitarrista Andreas Kisser da banda de heavy metal Sepultura e da soprano Claudia Riccitelli, que guarda com carinho na memória o concerto cênico que encenou com a OER interpretando Shéhérazade, de Ravel, entre tantos outros.

O maestro relembra os primórdios com segurança de que mantém os principais objetivos da OER intactos, mesmo 30 anos depois. “Criei, a princípio, para formar músicos. Mais de 700 instrumentistas já passaram pela orquestra, tem músico que hoje está na Filarmônica de Berlim. Serve, também, para experimentar repertório: toca não apenas música clássica; toca popular, trilha sonora de filme e até já tocamos com uso de computadores”, menciona o piracicabano. Maluf ainda enfatiza que a OER é, sim, formadora de público. “Devido ao repertório amplo, agrada diferentes públicos”.

Para o maestro Jamil Maluf, o documentário “é o testemunho da vida de uma orquestra. De como esse conjunto musical, que busca a renovação, vive dentro de sua casa, o Municipal”, destaca. O vídeo começa com imagens da fachada externa do Theatro Municipal e o maestro explicando a origem do grupo e a peculiaridade de trazer o Experimenal para o nome, em uma época em que as orquestras carregavam a chancela de sinfônica ou filarmônica, apenas.

As memórias também o remete para os tempos em que apresentava o programa “Primeiro movimento”, na TV Cultura. “Era ao vivo e a OER se apresentava lá uma vez por mês”.

Assista a um trailer do documentário: https://youtu.be/UysSr5I5ZJk.

Erick Tedesco

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