Foto: Reprodução Instagram)
Por João Prata

São Paulo, 04 (AE) – O centroavante Jô teve um início promissor em sua terceira passagem pelo Corinthians. Foram três gols nos cinco jogos iniciais ainda pelo Campeonato Paulista deste ano. Mas, depois, enfrentou problemas por lesão, contraiu o novo coronavírus, seu rendimento caiu muito e agora vive um jejum de gols que dura três meses.

A última vez que marcou foi no empate por 2 a 2 contra o Botafogo, em 5 de setembro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. De lá para cá foram 12 partidas sem balançar as redes. Na atual temporada, Jô disputou 21 jogos e fez cinco gols, média de 0,23. No empate por 0 a 0 contra o Fortaleza, na última quarta-feira, não finalizou à meta adversária. A fraca atuação terminou com uma expulsão polêmica – foi flagrado pelo VAR dando um empurrão no zagueiro adversário antes de uma cobrança de escanteio.

Os números são muito piores do que os da passagem anterior, em 2017, quando foi artilheiro do Brasileirão, com 18 gols. Em toda aquela temporada, foram 25 gols em 64 jogos, média de 0,39. Além da marca pessoal, ele ajudou o time a conquistar o Paulistão e o Nacional. O bom futebol chamou a atenção do Nagoya Grampus, do Japão, onde ficou por dois anos e meio antes de voltar ao Corinthians.

Com 33 anos, Jô enfrentou dificuldade para entrar em forma em 2020. A pressa para colocá-lo em campo logo que chegou, em junho, foi prejudicial nos meses seguintes. O centroavante ficou afastado por oito jogos consecutivos, período que emendou a recuperação de uma lesão muscular com a de covid-19.

Ele voltou há duas rodadas, contra o Coritiba, quando teve atuação discreta. Apesar de ainda não estar com ritmo, seguiu como titular no duelo contra o Fortaleza. Foi sua primeira expulsão na temporada. Por causa do cartão vermelho, desfalcará o Corinthians no clássico contra o São Paulo, no próximo dia 13, na Neo Química Arena.

“Eu acho que o Jô oscilou, assim como a equipe oscilou, tivemos dificuldades porque não tivemos a velocidade necessária no primeiro tempo e na segunda etapa, quando nós encaixamos o time, acabou tendo a expulsão dele. Ele é um atleta alto, que ganha a maioria das bolas, nós enfrentamos uma equipe com sete jogadores acima de 1,80m, então era fundamental que ele ficasse no jogo, eu não teria uma reposição a altura na estatura, então era importante que para este jogo a gente utilizasse o máximo que poderíamos dele”, analisou o técnico Vagner Mancini após o último jogo.

O atacante também tem dado menos entrevistas. A mais recente foi para a TV Corinthians, quando estava na reta final da recuperação da lesão. Na ocasião, admitiu que a estreia foi apressada demais. “Quando cheguei, não tive esse tempo, até pelo fato de ter acelerado a minha volta, mas agora me sinto bem melhor e pronto para poder ajudar no próximo jogo, se for possível”.

Após a eliminação da Copa do Brasil, Mancini também disse que Jô estreou antes de estar 100% fisicamente. “Eu nem estava no Corinthians, mas é importante falar sobre isso, o atleta acabou antecipando a sua volta e isso gerou uma série de complicações, não só de ordem física como também de lesões”.

O Corinthians tem só o Brasileirão para se preocupar neste ano, pois já foi eliminado da Libertadores e da Copa do Brasil. A perspectiva de Jô voltar a campo será apenas no dia 21, contra o lanterna Goiás, na Neo Química Arena. Isso se não pegar mais uns jogos de punição pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). São pelo menos quase 20 dias para se dedicar aos treinos, recuperar a forma física e tentar encerrar 2020 em alta O último jogo do Corinthians no ano, por sinal, será contra o Botafogo, no dia 27, no Rio.

Fonte: Agência Estado

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