Jorge Akira, secretário da Semuttran, vai à Câmara explicar repasse de R$ 7 milhões à Tupi

Akira disse que o montante a ser repassado pelo município para bancar a operação pode não chegar nem a 30% (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O secretário Jorge Akira, da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de Piracicaba), estará hoje na Câmara de Vereadores, às 14h, para falar aos parlamentares sobre o projeto que prevê o repasse de subsídio financeiro à nova empresa que faz o transporte público da cidade, a viação Tupi.

O titular da pasta disse ao Jornal de Piracicaba que irá, principalmente, “esclarecer a forma de remuneração do sistema”, fato que gerou algumas críticas no Legislativo, como de opositores ao governo Barjas Negri. A Prefeitura afirma que o subsídio é necessário para manter o equilíbrio das contas.

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta, disse que esta reunião com Akira visa detalhar o projeto e tirar eventuais dúvidas dos vereadores. Ele é favorável ao repasse do Executivo à Tupi, que segundo a Prefeitura, é pontual para evitar o reajuste da passagem já a partir deste mês de julho.

“Em meio à pandemia, tivemos a mudança da empresa prestadora de serviços de transporte e o subsídio proposto visa a garantir a continuidade do serviço, segundo o Executivo. É importante que os vereadores tenham toda a informação que julgarem necessária”, afirma Rotta.

De acordo com o PL (Projeto de Lei) do Executivo para conceder o subsídio, já encaminhado ao Legislativo, o repasse será de R$ 7.181.369,40 para o exercício de 2020. Segundo o Poder Público, o valor mensal repassado será calculado entre a diferença do custo da operação e o valor arrecadado pelo sistema de transporte e está condicionado à apresentação de documentos, pela empresa, como provas de regularidade do pagamento de tributos federais , estaduais e municipais, estar em dia com o pagamento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e sem débitos com a Justiça do Trabalho.

Um dos críticos e contrários ao subsídio é o vereador Laércio Trevisan Jr. que, no entanto, disse que não participará da reunião desta terça-feira. Trevisan é autor de dois requerimentos que dizem respeito ao serviço do transporte público em Piracicaba, como o projeto do subsídio. Para ele, existem peças mal explicadas nesta questão. “É totalmente imoral. Como se faz um contrato (dia 15 de maio) e, após 40 dias, quer dar subsídio de cerca de R$ 7 milhões, em tão pouco tempo de licitação. É uma coisa sinistra”, questiona o vereador.

Erick Tedesco

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