Vítima Juliane Michele Calisto tinha 31 anos. (Reprodução)

O júri do mestre de obras e ex-jogador de futebol amador, do capivariano, o lavrador Jesuíno Braz Neto, 41, o “Pipe Love”, está sendo realizado nesta quinta-feira (18), na Câmara de Rio das Pedras. Ele foi denunciado pelo assassinato da lavradora Juliane Michele Calisto, 31, no dia 8 de agosto de 2016. Na mesma época, ele foi preso pelos policiais civis de Rio das Pedras, próximo à rodoviária de Piracicaba, pois pretendia fugir para outra cidade, segundo a investigação. Desde então, ele aguardava seu julgamento preso.

Neto teria assassinado a mulher com golpes de chave de fenda próximo ao pescoço, além de chutes e socos dentro da residência dele, em Rio das Pedras. Depois enrolou o corpo da vítima em um cobertor e abandonou-o na sarjeta a alguns quarteirões do imóvel.  Os policiais civis da cidade esclareceram que ele teria emprestado o carro de um vizinho para transportar um colchão com sangue da vítima até uma ribanceira.

 

Colchão com sangue da vítima foi localizado na época pela policia. (Divulgação/Polícia Civil)

Dois policiais civis que trabalharam no caso já prestaram depoimento no Fórum na manhã desta quinta-feira. O resultado do júri deve ser revelado somente no final da tarde.

O Jornal de Piracicaba teve acesso ao exame necroscópico da vítima, que comprovou que a morte de Juliane foi provocada por traumatismo crânioencefálico. Ela foi atingida com três golpes de chave de fenda próximo ao pescoço e também apresentava hematomas no rosto e perna. Também teve fratura no maxilar.

INVESTIGAÇÃO

O delegado Vagner Rogério Romano, que conduziu a investigação disse que na época do crime, os policiais localizaram o corpo da vítima próximo a uma sarjeta na rua Desavantor Schiavon, no bairro Luiz Massud Coury. “Em uma das fotos que fizemos da cena do crime, o acusado aparece acompanhando nossa apuração. Ele nos disse que tinha visto a vítima entrar em outro veículo com dois homens. Justamente para desviar o foco da polícia, mas conseguimos comprovar que a versão que apresentou não existia”, disse Romano.

Delegado Vagner Rogério Romano conduziu a investigação do caso. (Claudinho Coradini/JP)

A polícia confirmou que no dia do crime, o acusado teria convidado a vítima para ir até a casa dele. No interior do imóvel, ele queria fazer sexo com a mulher, que não aceitou e depois foi agredida até a morte.

 

Cristiani Azanha

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