Foto: Claudinho Coradini/JP

Atualizado em 27 de outubro, às 7h10

O juiz Wander Pereira Rossete Junior, da 93ª Zona Eleitoral de Piracicaba, deferiu no último domingo (25) a candidatura a reeleição do atual prefeito Barjas Negri (PSDB).


Além do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) e os partidos DEM (Democratas), PL (Partido Liberal) e comissão provisória do PSL (Partido Social Liberal) haviam apresentado pedido de impugnação da candidatura.


O promotor eleitoral Paulo Kishi informou que o MP-SP vai recorrer da decisão, assim como o vereador Laércio Trevisan e os partidos afirmaram que também vão recorrer da decisão.


Na decisão, o magistrado afirmou que condenações de Barjas Negri, anteriores à data do pedido de registro da candidatura, “pelo que se verifica, não são aptas para afastar sua candidatura sob o manto do reconhecimento da inelegibilidade”, consta na decisão.


Rossete afirmou ainda na decisão que “foram preenchidas todas as condições legais para o registro pleiteado. O pedido veio instruído com a documentação exigida pertinente. As condições de elegibilidade foram preenchidas, não havendo comprovação de causa de inelegibilidade.


O juiz pontua que as certidões e documentos apresentados pelos pedidos de impugnação da candidatura, que alegaram condenação por improbidade administrativa, “não se mostram suficientes para inverter tal entendimento e gerar o reconhecimento da inelegibilidade”.

Isso porque não comprovaram requisitos para a inelegibilidade da lei eleitoral, como a Lei da Ficha Limpa, segundo entendimento do magistrado, como enriquecimento ilícito, dano ao erário, ato doloso e trânsito em julgado – quando não há mais como recorrer de uma decisão da Justiça.


Os pedidos de impugnação, em síntese, pediam a suspensão dos direitos políticos do atual prefeito e, assim, não possuiria condições de disputar a reeleição.

Após o deferimento de sua candidatura, Barjas Negri afirmou que os pedidos de impugnação tiveram por objetivo induzir o eleitor “ao erro”. Disse ainda que quer debater com a oposição os caminhos para Piracicaba nos próximos anos, em especial a retomada do cotidiano pós-pandemia, bem como os efeitos na economia e nas finanças da Prefeitura.


“Sempre confiei na Justiça e, ao longo de toda a minha vida, sempre agi com transparência, respeito e honestidade. Sou ficha limpa. O que a oposição quis fazer foi confundir o cidadão de bem e induzi-lo ao erro com rótulos mentirosos via notícias falsas, como se pudessem ganhar as eleições no ‘tapetão’. A eleição de Piracicaba será decidida democraticamente no voto”, afirmou.

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Andressa Mota

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