K4, droga sintética 100 vezes mais forte é localizada

Foto: Divulgação

Ameaças a familiares, ou dentro de presídios ou cobrança de dívidas. Essas são alguns dos argumentos usados pelo crime organizado para coagir presos a convencerem mães, irmã ou esposas para encaminharem drogas ou outros ilícitos como celulares para as unidades prisionais. A afirmação é do advogado criminalista Antonio Gonzalez S.Filho. “Alguns presos acabam contraindo dívidas no interior das unidades prisionais com representantes do crime organizado. A cobrança sempre vem”, afirmou o defensor.

Criatividade para burlar a segurança não falta, ainda mais com o aumento da droga sintética, K4, conhecida como supermaconha, que é até 100 vezes mais potente que a maconha comum. Produzida em laboratório na forma líquida, é borrifada em um pedaço de papel, que depois é cortado em pequenas unidades. Pode ser fumado, ou colocado em contato com a saliva.

O advogado relatou que já defendeu um cliente que recebeu a droga dentro de um sabonete. É comercializada a R$30 cada unidade dentro dos presídios.

Na Penitenciária Masculina de Piracicaba, agentes de segurança localizaram no domingo (30), 13 do alucinógeno dentro de embalagens de creme dental. A encomenda pelos correios pela mãe de um detento que cumpre pena na unidade.

De acordo com funcionários que fazem a revista nos volumes dos Correios utilizando aparelhos de Raio-X, eles identificaram uma anormalidade nas imagens da embalagem enviada a um recluso. Após os procedimentos de segurança, verificou-se que se
tratava de 13 invólucros dentro da embalagem de creme dental da droga sintética “K4”. O sentenciado teria confirmado que esperava receber a correspondência com a droga.

A K4 foi localizada pela primeira vez, em 2017 na Penitenciária de Presidente Bernardes, onde estão as principais lideranças do PCC, facção que age dentro e fora dos presídios e aos poucos tem sido encontrada em unidades do interior do Estado. “Tendo em vista sua forma, dificulta muito as apreensões, tanto na rua, quanto ainda mais nas penitenciárias, até pouco não se fazia perícia em todas as sedes do IML (Instituto Médico Legal)”, afirmou.

O presidente do Sifuspesp (Sindicado dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), Fábio Jabá disse que há uma grande dificuldade evitar esse tipo de droga e por isso os funcionários têm se preparado na tentativa de reforçar a segurança.“Foram proibidos alguns itens que são de papel como papel higiênico são as unidades que compram e outros itens que eram enviados pelo Sedex pelos familiares também foram proibidos”, disse.

Cristiani Azanha

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