Vocalização pode indicar tédio, medo ou desconforto | Foto: Divulgação

Os latidos são uma das formas de comunicação dos cães, é por meio desse sinal sonoro que o pet pode manifestar suas emoções. Porém, latido excessivo o ato é um sinal de alerta, que pode indicar desconforto, medo ou até mesmo tédio, indicam especialistas de comportamento canino.

Latir de forma excessiva é o meio utilizado pelo pet para dizer ao tutor que algo está errado, destaca a médica veterinária Priscila Brabec. “O comportamento pode ser estimulado por uma série de fatores, desde excitação, um barulho desconhecido, ou até mesmo por questões de ansiedade e estresse. Por isso, é importante ficar atento, essa manifestação é um indicativo de que o animal está enfrentando uma situação desafiadora”.

Identificar as razões que estimulam o comportamento do pet é fundamental para buscar alternativas para solucionar o problema. “Alguns cães latem ao associar um som desconhecido a uma ameaça. Nesse cenário o ideal é distrair o animal do foco do barulho, voltando sua atenção para outra atividade, como, por exemplo, uma brincadeira. Dessa forma o pet entenderá que está tudo sob controle”, detalha.

A ansiedade de separação é uma das causas mais comuns das vocalizações excessivas. Os animais que sofrem com essa condição sentem-se incomodados ao ficarem sozinhos e demostram sua frustração por meio de comportamentos destrutivos, como arranhar portas, roer itens da mobília, ou até mesmo tentarem sair da residência, o que pode acarretar em acidentes. “Nestes casos, o latido é utilizado pelo pet como forma de manifestar seu desconforto”, afirma Priscila.

Para solucionar esse problema é necessário tornar o momento positivo para o cão quando ele precisar ficar sozinho. “O indicado é que o animal seja treinado desde filhote a lidar com situações onde ficará longe do tutor. Para isso é necessário investir em uma série de medidas que auxiliem o pet se acostumar positivamente com esse cenário, podem ser pequenas horas do dia em que ele fica em um cômodo diferente da casa, ou até mesmo uma saída rápida do tutor”.

A sugestão da veterinária é associar a ausência do tutor a algo positivo para o cão como um brinquedo recheado de petisco ou mesmo um novo brinquedo para ele passar o tempo com uma atividade diferente. “Dessa forma, o pet começa a ter contato com alguns graus de separação e entenderá que ficará, por alguns instantes, separado do tutor, e que ficará tudo bem nesses momentos. O ideal é fazer isso diariamente”, conta Priscila.

O excesso de energia é outro fator que pode estimular os latidos. Animais que ficam muito tempo sem realizar atividades se entediam com facilidade. Nestes casos, algumas medidas simples, como exercitar o cão diariamente, realizar passeios e brincadeiras, podem auxiliar a minimizar o problema.

“O enriquecimento ambiental é outro fator importante que pode contribuir para o bem-estar do pet, especialmente dos que ficam sozinhos por mais tempo. O cão precisa associar aquele momento com algo positivo”, completa.

A dica é entretê-los, para isso o tutor pode, esconder petiscos pela casa ou adquirir brinquedos educativos que ajudem a manter o pet ocupado enquanto estiver sozinho. O uso do análogo sintético do odor materno canino no ambiente também é uma ferramenta importante, ele é vendido em Petshops na forma de difusor e dura até 30 dias. “Ele transmite ao cão a sensação de conforto e bem-estar e ajudará a diminuir o estresse e ansiedade do cão”, finaliza Priscila.

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