Leitura: porta de entrada da cultura

Foto: Pexels

Rosângela Camolese é educadora

Fiquei satisfeita com a notícia do prêmio Juntos pela Cultura e pela conquista do título Capital da Cultura. Em 2019, estive no Palácio dos Bandeirantes para o lançamento do projeto Juntos pela Cultura e, desde lá, nossos artistas e produtores têm participado de todas as oportunidades estaduais oferecidas, graças aos esforços das instituições, coletivos de cultura e funcionários da secretaria de Cultura.

O prêmio e o título são merecidos, honras para Piracicaba que desde tempos imemoriais é referência em cultura. Já no início do século XX era conhecida como “Atenas Paulista”, em razão do grande número de escolas que possuía. Também tínhamos aqui respeitados representantes das artes plásticas e da literatura, por exemplo.

No mundo das telas e pincéis estavam Renato Wagner, Almeida Jr, Archimedes e Miguelzinho Dutra, Alberto Tommasi e tantos outros. Na literatura, dois autores podem ser destacados: Thales Castanho de Andrade que deixou inúmeras obras literárias ao público infantil e Sud Mennucci, autor de vários livros sobre educação. O tempo foi passando, outros grandes nomes surgindo. Felizmente, os temos até hoje.

Mantendo o foco só na literatura, há muito a dizer do que o poder Público realizou. A Biblioteca Municipal, fundada pelo grande Leandro Guerrini, seu primeiro diretor, é um ícone da ação pública. Retomar aqui toda a peregrinação do seu acervo é chover no molhado. Muitos conhecem essa história.

O que considero importante comentar, é a importância da leitura para qualquer pessoa, principalmente crianças e jovens. Ler estimula a criatividade, a imaginação, a memória, faz crescer o vocabulário e melhora muito a forma como eles se expressam escrevendo.

Há quem diga que com o advento dos meios eletrônicos, ninguém mais lê. Ledo engano! Há pesquisas que indicam que o hábito da leitura vem crescendo, estimulado até pelas adaptações de livros como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crepúsculo, Divergente, Diário de Um Banana, Diário de Uma Princesa e outros tantos que foram adaptados também para estas outras mídias. Muitos são os interesses que levam à leitura: gosto por um assunto, curiosidade, trabalho escolar, pesquisa e por aí vai.

Seguindo essa linha de pensamento e com o objetivo de descentralizar os pontos onde os livros pudessem ser encontrados, tínhamos a biblioteca volante funcionando dentro de um ônibus que percorria bairros e nos finais de semana estava no Parque da Rua do Porto. Ele deixou de circular, mas nos Centros Culturais havia unidades com livros, revistas e jornais. Também esteve em funcionamento o projeto gelatecas da Casa do Hip Hop, grande parceiro social e cultural do nosso município. Outra parceria envolvendo Caterpillar, Instituto Brasil Leitor (IBL) e secretaria de Trânsito, a biblioteca Máquina do Saber foi instalada dentro do Terminal Central de Integração.

Além disso, foram criadas duas bibliotecas comunitárias, no Parque Orlanda e na Vila Industrial, atendendo aquelas comunidades de segunda a sexta-feira, durante todo dia. Mais recentemente, dentro da área de lazer da Rua do Porto, funcionava todo domingo pela manhã o Quiosque Literário. Não sei por qual motivo estas unidades agora estão desativadas. E a porta de entrada para todos os segmentos da cultura, que é a leitura, está fechada.

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