Lista de material escolar custa, em média, R$ 122

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Pais ainda estão indecisos quanto ao retorno das aulas presenciais e, por isso, deixam para comprar a lista mais para frente | Foto: Amanda Vieira/JP

A lista de material escolar básica na cidade está, em média, R$ 122. A reportagem do Jornal de Piracicaba orçou os materiais em três papelarias de diferentes regiões: Centro, Paulista e Piracicamirim. Com o retorno incerto das aulas presenciais, os pais ainda não decidiram fazer a compra dos materiais. Atrelado à pandemia de modo geral, como o não uso dos produtos no ano passado e alta do dólar, o movimento nas papelarias, que é comum ser alto em janeiro, caiu e os preços tiveram alta.


Compõem a lista básica de material escolar orçada pela reportagem lápis, estojo de duas repartições, borracha média, apontador, régua de 30 centímetros, tesoura sem ponta, caderno de desenho grande, transferidor 180º, caderno ‘brochurão’, caderno de 10 matérias, pacote de papel sulfite com 100 folhas, dicionário inglês/português, canetas, tubo de cola branca e cartolina.

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A costureira Márcia Cristina Torina avalia que a decisão de enviar a filha de volta às aulas presenciais envolve diversos fatores, que lhe causam incerteza, porém confia nas medidas de higiene e distanciamento que as escolas devem adotar. Ela pontua que os jovens já ficaram 10 meses em casa e estão ansiosos. Porém, ao mesmo tempo pondera a questão de colocar a saúde deles em risco. “É difícil esse lado de escola, de parar tudo, porque envolve a saúde da gente, dos filhos, mas até que ponto? Está dando um pouquinho de nó na cabeça da gente, mas a gente vai ter que, à medida do possível, ir mandando na escola”, avalia ao comprar o material para a volta às aulas.


O comerciante José Fortes de Almeida conta que sentiu melhora no movimento da papelaria apenas na última semana, mas que a expectativa é que fevereiro seja o “novo janeiro” do setor. “Muitos pais ainda não têm firmeza no início de aulas e não estão investindo nisso”, relata ao pontuar que aguardam uma decisão dos órgãos governamentais.


Chiyoko Yabuk Otsudo lembra que o setor prevê queda nas vendas de 30 a 40%. “Mesmo com a retomada, porque em primeiro lugar muita gente não utilizou todo o material, mochilas não foram utilizadas, então a previsão é uma queda de 30 a 40%, pelo menos. Na classe de papeleiros que a gente tem conversado está em torno de uma queda nesse nível. Eu particularmente acredito numa queda de 20 a 30%”, comenta e explica que os preços tiveram reajuste devido ao dólar, uma vez que os produtores internos preferiram exportar e boa parte dos produtos de papelaria são importados.

Andressa Mota

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