Live de Carnaval vai passar documentário sobre a famosa Banda do Bule

Banda do Bule nasceu na década de 1970 e é instituição cultural de Piracicaba | Foto: Arquivo Pessoal

A Banda do Bule surgiu no carnaval da década de 1970 em Piracicaba, em meio à efervescência cultural promovida na cidade – e no Brasil – pelo Salão Internacional de Humor. Histórico, o grupo já não existe mais, mas permeia a memória dos antigos e é referência quando o assunto é folia com conteúdo, devido às criticas sociais exaltadas, mas em forma de metáforas, pelos seus integrantes ao longo do cortejo na rua Governador Pedro de Toledo.

O grupo, que desfilou até o fim da década de 1980, é tema de documentário que compõe a live ‘Carna em Casa: História e Memórias’, hoje, às 11, no Facebook da Prefeitura de Piracicaba (@prefeituradepiracicaba).

Como conta o secretário da (Semac) Ação Cultural, Adolpho Queiroz, o comando será do Gilson Sabadin, que foi o autor do documentário. “Depois convidamos alguns representantes da velha guarda do carnaval, pessoal dos blocos, entre outros”. E como ele ressalta, “é para não passar em branco o nosso carnaval, quem sabe pensar já algumas ações pro ano que vem”.

O documentário vai abrir a live, revela Sabadin. “É um curta de 20 minutos, produzido com filmagens antigas, principalmente de um desfile de 1978 (filmada em oito milímetros), mais fotos históricas adquiridas por pessoas do Bule e também imagens de jornais da cidade”.

A ideia do material, explica o documentarista, é preservar fontes primárias, por meio do registro oral, e deixar a história documentada para gerações futuras. “Hoje, na live, vamos promover o diálogo sobre o carnaval de Piracicaba, falar da importância da Banda do Bule neste período e, claro, refletir sobre a situação do não-carnaval em meio à pandemia. O momento é de ficar em casa”, aponta Sabadin, que chegou a sair no Bule no final da década de 1980, junto ao pai e amigos.

De acordo com o jornalista Cecílio Elias Neto, Banda do Bule é uma homenagem a Wilson Balassini, proprietário do bar Café, “O Bule”, ponto de encontro em Piracicaba. Balassini disse que se colocassem o nome de seu bar, no final do desfile lhes daria uma chopada.

Erick Tedesco | [email protected]

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