Jaqueline propõe reflexões sobre a vida por meio da yoga e meditação | Foto: Gi Seghese

O isolamento social proporcionado pelo período da quarentena, adotado no intuito de controlar a disseminação da covid-19, faz parte da jornada espiritual do indivíduo, enfatiza a professora de yoga e meditação Jaqueline Borges. Para ela, é um processo necessário de autoconhecimento e que serve, inclusive, para aproximar pessoas, apesar da distância. Por meio de conceitos e experiências com práticas meditativas, ela propõe debates sobre espiritualidade e sociedade em lives na sua conta do Instagram (@jaqueborgesyoga) junto a convidados. O convidado de hoje, às 15h03, é o músico Luis Fernando Fischer Dutra, maestro da Orquestra de Cordas Maestro Benedito Dutra.

“Vou falar do mergulho que estamos tendo a oportunidade de fazer para dentro de si, num período de isolamento social e que chamo também de isolamento material. Vejo coisas dentro de casa que eu não preciso, que sequer eu peguei. É um desprendimento do material que está bacana, percebermos que não precisamos ‘ter’ mais, e sim ‘ser’ mais”, conta Dutra.

Longe do ofício da batuta desde meados de março, quando a quarentena foi instaurada em Piracicaba, o maestro cria vídeos sobre música clássica, numa maneira de continuar conectado com seu trabalho. “Acredito, ainda, que este momento é um convite à espiritualidade, no sentido de percebermos o quão desnecessária são algumas das nossas vontades materiais, do consumismo. Estamos em casa com tudo que juntamos ao longo da vida, e nem sempre isso supre o que demanda o agora”, ele reflete.

A partilha e a compreensão, completa Dutra, são essenciais aos dias de hoje, mais um assunto que deve vir à tona na live com Jaqueline nesta terça-feira. “Um período de muitas perdas (vidas), mas é um período de ganhos, pelo lado espiritual”.

Outro intuito das lives, conta Jaqueline, é diminuir a sensação de solidão e deste distanciamento, sempre em conversa com pessoas sensíveis às questões. “É um marco histórico, único e muito diferente porque não esperávamos por isso. Já esperamos o fim do mundo por várias vezes, mas não desta forma, fomos pegos de surpresa”, ela destaca sobre a necessidade de explorar a jornada espiritual e diminuir esta sensação de um futuro incerto.

Confrontar percepções de jornadas espirituais, completa a professora de yoga, é enriquecedora. “Tem a ver com identificar medos. Descobrir na quarentena, por exemplo, que não gosta de ficar em casa, isso é jornada espiritual. Os sentimentos são sutis, não pertencem à mente, pertencem à sutileza do espírito”.

O yoga neste momento, afirma Jaqueline, é também uma maneira da pessoa se dar conta que é capaz de manter a calma e agir com clareza de raciocínio. “Além do aspecto biológico, que faz a pessoa confiar mais no seu corpo e sentir que não vai adoecer tão facilmente”.

Erick Tedesco ([email protected])

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