Em qualquer país do mundo, as crises que aparecem devem, de algum modo, ser superadas. Diante delas, os responsáveis pelas empresas não podem desistir, é preciso prepará-las para um crescimento sustentável. Em meio a notícias ruins e vendas em queda, o varejo precisa olhar para a frente, pois a hora de crescer não pode esperar as instabilidades passarem. Além disso, precisa se adaptar e se reinventar, visto que o consumidor está empoderado de informações. Isso propicia que novos formatos de loja, os quais ressaltam a experiência de compra, surjam para conquistar espaços e aproximar os clientes das marcas. Sabe-se que o e-commerce está mais forte, assim novas tecnologias chegam aos pontos de venda para facilitar as vendas. No atual contexto, em que o relacionamento entre vendedor e cliente é distante, empresários estão ousando com modelos de loja para ganhar espaço e estreitar relacionamentos entre marca e experiência física de compra. Nesse sentido, o varejo já apresenta estratégias de marketing denominadas de lojas itinerantes ou móveis, com propósito de levar a experiência de compra até o consumidor. No passado, havia os caixeiros-viajantes, mascates que percorriam o Brasil vendendo as mais diversas mercadorias aos consumidores de lugares longínquos. Hoje, uma versão moderna desse modelo de negócio ganha espaço no mercado: as citadas lojas itinerantes, canais de comercialização que se destacam no Brasil. Sua principal característica é a possibilidade de locomover o negócio sobre rodas, o que permite ao empresário comercializar produtos ou serviços em locais diversificados, ter maior proximidade com seu público-alvo e, ao mesmo tempo, a possibilidade de chegar a diferentes perfis de clientes. Marcas de diversos setores, como o de alimentação, óticas, cosméticos, vestuário e até petshops, já estão utilizando esse formato de negócio. Vale a pena o varejo brasileiro repensar a referida ação como alternativa, para muitos considerada como uma retomada da estratégia da modalidade de venda chamada de porta a porta, a qual foi adaptada ao novo cenário. A Patagonia, marca californiana de roupas esportivas para a prática de esporte ao ar livre, é símbolo do capitalismo consciente e apontada como uma das empresas mais inovadoras do mundo. Com proposta que sugere às pessoas que reduzam o consumo, recuperem e reciclem suas roupas, criou a loja móvel de recuperação de vestuário na parte de trás de um carro que funciona com biodiesel e com máquinas de costura. Valendo-se desse veículo, a empresa percorre as cidades dos Estados Unidos oferecendo reparos de roupas, independentemente da marca. Nessas ocasiões, os clientes têm a chance de aprender a fazer os reparos de suas próprias peças. A Garnet Hill, comércio eletrônico de roupas, acessórios e decoração, criou uma loja itinerante para participar ativamente de diferentes comunidades. Ela testa um modelo tangível de negócio mais consciente por meio de uma marca mais ecológica, pois trabalha com materiais reutilizados. Como ação de merchandising, a loja incluiu, no contêiner, banheiro, um quarto, um closet, uma sala de estar, uma cozinha, um deque superior e uma varanda, além do espaço ao ar livre com música. Outra marca é a Starbucks, que instalou uma cafeteria dentro de um trem, na Suíça, em parceria com a linha ferroviária nacional SBB. A cafeteria “em movimento” serve pratos típicos e café da manhã, bem como tem baristas autênticos. O exterior do vagão, que é pintado de vermelho e branco, é marcado com o logotipo da Starbucks. Nas janelas, há ícones na cor branca representando itens do cardápio, incluindo bebidas e bolos, o símbolo do Comércio Justo e uma imagem de máquinas de café expresso da empresa. Todas essas imagens foram criadas e coladas nas janelas com objetivo de destacar os produtos que há dentro do vagão. As lojas itinerantes são mais uma oportunidade de canal de venda para levar o produto ao mercado que o varejo pode aproveitar como estratégia de venda e de posicionamento.

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