Luciano Almeida: “Estamos vivendo um cenário de estabilidade e retomada do crescimento econômico”

Foto: Claudinho Coradini/JP

Prefeito de Piracicaba vê próximos meses com grande expectativa devido à desaceleração da pandemia

Não foi fácil para Luciano Almeida (União Brasil) e para nenhum prefeito brasileiro administrar suas cidades em meio à pandemia. Uma luta desigual contra um vírus que ainda não tem cura, mas que perdeu a força com a chegada das vacinas. “É um trabalho contínuo que envolve planejamento. Só nos primeiros quatro meses de 2022, os investimentos somam mais de R$ 80 milhões”, explica Almeida, sobre sua gestão na área da saúde. Na área econômica, ele também vê avanços “A Prefeitura também está contratando mais de 500 profissionais para atuar nas áreas de Educação e Saúde, visando garantir a qualidade dos serviços públicos destinados à população”, informa. E nesses 255 anos de Piracicaba, Almeida vê motivos para comemorar.

Após mais dois anos de luta na pandemia, qual a atual situação de Piracicaba em termos de emprego e renda?
A retomada do emprego e renda em Piracicaba já está acontecendo. Em 2021, o saldo da criação de empregos com carteira assinada foi de 7.460 vagas. Só nos primeiros cinco meses deste ano, já são 3.791 novos postos de trabalho. Isso mostra que estamos no caminho certo. Agora devemos concentrar nossos esforços para promover a qualificação profissional. Vale a pena lembrar que desde o início da nossa gestão, já recebemos mais de R$ 1 bilhão em investimentos diretos na cidade, seja com a expansão da CJ do Brasil, com a primeira planta de Biometano da Raízen ou mesmo da multinacional de capital francês SNF. A Prefeitura também está contratando mais de 500 profissionais para atuar nas áreas de Educação e Saúde.

E a área da saúde? O quanto a cidade avançou no acesso a serviços públicos?
Só nos primeiros quatro meses de 2022, os investimentos somam mais de R$ 80 milhões. Entregamos a construção do novo anexo da UPA Piracicamirim, abrindo mais 42 novos leitos de UTI no auge da pandemia. Nosso próximo projeto é reformar a UPA Vila Sônia. Um dos nossos desafios é a reposição dos profissionais da saúde, uma vez que abrimos concursos, mas a procura não atende a demanda. A informatização do sistema de agendamento de consultas e exames também é um desafio que nós já estamos trabalhando para vencer. A falta dos pacientes sem justificativa prejudica quem aguarda consulta. Acredito que essa iniciativa vai melhorar a eficiência do nosso atendimento em até 30%.

Região Metropolitana de Piracicaba: o que foi feito no sentido de aglutinar forças junto aos 24 municípios?
Em que pese a RMP ter sido aprovada na Alesp, ela ainda não foi regulamentada, faltando a criação uma nova lei que aprove o Caderno aprove o Caderno Final de Propostas do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). O PDUI é que vai regulamentar a operacionalidade da RMP, um documento onde estão atualmente debruçados prefeitos, secretários e equipes de trabalho. Este documento vai criar os conselhos de participação da sociedade, dando assim mais legitimidade ao sistema, tratando de questões comuns a todas as cidades envolvidas como abastecimento de água, transporte público, segurança, saúde e saneamento básico. A simples troca de experiências entre as cidades já está contribuindo. Um dos exemplos é a inauguração do HUB Cordeirópolis, inspirada no de Piracicaba, que é um laboratório de tecnologia e inovação.

Em ranking IstoÉ, Piracicaba está entre as 50 cidades melhores para se viver do país. Uma boa notícia para comemorar o aniversário não é mesmo?
Eu me considero um eterno insatisfeito, acredito que sempre é possível melhorar, então minha avaliação é que temos condições para estar melhor ranqueados. Em relação a esse ranking, gostaria de destacar que a nossa população também tem uma parcela de crédito neste desempenho. É ela quem faz a cidade gostosa de viver, seja pela sua generosidade ou hospitalidade. O melhor de Piracicaba é o piracicabano.

Quais áreas o senhor destaca de Piracicaba: a cidade é melhor para trabalhar ou para morar?
Uma coisa puxa a outra. Se eu tenho uma cidade melhor para trabalhar é porque eu tenho qualidade de vida para morar. As duas realidades se complementam e Piracicaba tem crescido marcada por esse equilíbrio. Isso tem relação com o que eu costumo chamar de maturidade de um município, quando ele tem uma população estimada entre 400 e 700 mil habitantes. Nesta fase o município costumar estar bem estruturado em educação, trânsito, saúde, saneamento, geração de empregos, comércio e transporte entre outros segmentos, sem os problemas urbanos característicos das metrópoles e já com os avanços que os municípios menores muitas vezes estão construindo. Temos que aproveitar esse momento gostoso que temos vivido aqui.

Piracicaba é referência nacional na área de inovação e tecnologia e no setor sucroalcooleiro. Fale sobre esta importância nacional.
Piracicaba não é apenas referência do setor sucroalcooleiro e, sim, referência nacional do Agro. O município hoje é uma porta de entrada importante para os centros de inteligência das grandes empresas, caso da John Deere, que instalou recentemente o seu HUB por aqui. Não queremos simplesmente atrair indústrias ou empresas, queremos atrair os centros de decisões e inteligência destas corporações. É assim que vejo. Precisamos que o desenvolvimento tecnológico seja produzido no município, com a criação de novos produtos e patentes, pois isso gera um valor agregado muito maior a Piracicaba. Estamos vivendo um cenário de maior estabilidade. Acredito que esse aniversário de 255 anos vai representar uma nova fase da nossa cidade, uma mudança de paradigma marcada pela estabilidade do crescimento populacional. A partir de agora vamos investir no aprimoramento da qualidade dos serviços públicos.

Nani Camargo
Especial para o JP

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