Luis Nassif esmiúça o jornalismo, fake news e assédio judicial em ‘O Caso Veja’

Foto: Divulgação

Edição está à venda no site da editora por R$ 55,70

O célebre jornalista Luis Nassif lançou recentemente no mercado literário, pela editora Kotter, ‘O Caso Veja’. No livro, ele fala sobre a mudança do modelo de negócios da mídia liderada pela revista e pelo seu publisher Roberto Civita. Afiado, Nassif alinhava o bolsonarismo, a produção de fake news e a linha criada por Rupert Murdoch – um empresário australio-americano, acionista majoritário da News Corporation, um dos maiores grupos midiáticos do mundo. Em sua análise, o jornalista entende a Veja como a principal responsável pelo antijornalismo ao lado da lógica de intimidação, assassinato de reputações e de assédio judicial. No site da editora (kotter.com.br), o preço da edição é de R$ 55,70.

“Em 2005, 2006, a mídia brasileira entrou na fase mais tenebrosa. Nem nos tempos de Assis Chateaubriand houve algo semelhante. Nos anos 90, a mídia atravessou com o maior prestígio por conta do impeachment de Collor, ampliando poder e audiência. Mas nos anos 2000, com a desvalorização cambial, os grupos de mídia quebram, sofrendo também com a mudança geracional. É quando surge Roberto Civita, antenado, ele traz para o Brasil do Rupert Murdoch. Para entrar nesta nova etapa, veio o endividamento para investimentos em tecnologia e parcerias, junto com a adesão à ultradireita com uso de algoritmos para discursos de ofensa, assassinato de reputação e fake news”, explica.

Diferente dos Estados Unidos, aonde a agressividade corrosiva de Murdoch era combatida pelo jornalismo tradicional, no Brasil, a mídia se transformou em uma grande Fox News, sem contraponto, sem autorregulação.

Cristiane Bonin
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