Lulu Santos inicia uma nova fase na música com estilo pop em alta

Foto: Leo Aversa/Divulgação

Lulu Santos começou os trabalhos para lançar um novo EP com a veiculação da canção Hit. Como o nome sugere, a música tem um alto teor pop com um poder de comunicação imediato e nenhuma pretensão inovadora, explorando as primeiras ideias e satisfazendo as intuições mais primitivas. É um Lulu querendo se comunicar com urgência e transparecendo uma satisfação pessoal por um momento de vida. O seu “maior hit”, como deixa claro o clipe divulgado no último domingo, 30, é o marido, Clebson Teixeira. Eles estão há três anos juntos e Lulu fala com paixão, listando o quanto as diferenças se juntaram em um “organismo único”. “Ele é extremamente organizado, algo que não sou.” O anúncio da música se torna, assim, uma espécie de nova fase na vida do artista, mas não só afetiva.

Hit estará no EP que inaugura a fase de independência total do cantor de gravadoras e editoras e, curiosamente, marca o reencontro em estúdio com o homem que o trabalhou com sucesso em suas primeiras gravações: Liminha. “Eu o conheço há 50 anos”, conta Lulu sobre a amizade com o produtor. No clipe, Liminha aparece fazendo solos de guitarra como um dos poucos personagens do vídeo. Os outros são, além de Lulu, a cantora Letrux e Clebson. A guitarra, aliás, um símbolo na carreira do artista, que nos primeiros momentos ajudou a criar sua marca como, mais do que um último romântico, um nome alinhado ao rock nacional que nascia nos primeiros anos de 1980, está em desalinho com o momento. “Eu toco cada vez menos guitarra”, ele diz. “Gosto muito de ver um cara como o Nando Reis pegar o violão e fazer uma balada.”

A estreia de Lulu na gestão dos próprios negócios também começa com Hit. Ele e as próximas canções serão todos lançados pelo selo Pancho Sonido, que será administrado por Clebson Teixeira em uma das frentes. “A única coisa que restava fazer na minha carreira era me autogerir. Nunca tive uma organização pessoal, nunca li um contrato de gravadora até o final, mas já sei bem o que eu não quero mais”, diz o cantor. A valorização do catálogo tem feito os cantores e intérpretes voltarem para a gestão dos próprios negócios desde os anos 90. Gil, Caetano, Djavan, todos correram para adquirir ou readquirir os direitos autorais em suas editoras. Lulu sabe que tem um potencial de ativos, para usar a linguagem do mercado, altamente volumoso.

Agência Estado

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