Mães policiais relatam como conciliam os filhos e a profissão

PM Márcia é mãe-solo de João, Pedro e Marcus (Alessandro Maschio/JP)

Ser mãe é sinônimo de dedicação em tempo integral. Mas como fazer quando essas mulheres escolhem uma profissão que conta com escalas extras, investigação ininterruptas por horas e dias? Essas super-heroínas da vida real atuam na Guarda Civil, Policias Civil e Militar. Quem pensa que é uma tarefa simples se engana, porque a maioria já recebeu uma ligação no meio do expediente dizendo que o filho estava com febre e sentiu aquele gelo na espinha. A policial militar Márcia de Jesus Santos, que o diga. Mãe-solo de João de 20 anos, Pedro de 15 e o caçula Marcus de 13 anos, ela teve que se desdobrar para dar conta de conciliar a rotina na corporação com as responsabilidades com os filhos. A solução foi contar com as amigas para darem uma forcinha, já que não tem parentes em Piracicaba. Infelizmente, ela não pode contar com a ajuda do ex-marido, que sempre foi ausente com os filhos.

A policial militar Márcia de Jesus Santos teve que se desdobrar para dar conta de conciliar a rotina na corporação com as responsabilidades com os filhos

Márcia disse que ao longo de seus 24 anos na instituição contou com bons comandantes. Entre elas, a major Sílvia Andréia Mantoani, mãe de Ana Luiza, Alice e “boadrasta” de Enzo. “A major faz uma gestão humanizada e exerce a liderança com o respeito de sua tropa”, disse Márcia.

A policial civil Elisabeth Lopes de Medeiros Correia, que atua na 2ª Dise/Deic (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais) é mãe de Isabella. Ela já aprendeu que sua rotina é não ter rotina. Enquanto atendia o JP, se preparava para sair para o almoço, mas desistiu ao ser informada que policiais chegavam com mais uma prisão em flagrante. A escrivã, ao longo de seus 29 anos na instituição procurou morar perto do trabalho, justamente para conseguir ficar próxima da filha.

Após o nascimento de sua filha Isabella, a escrivá Elisabeth aprendeu que a rotina é não ter rotina

“Aprendi muito com a maternidade. Principalmente a não ter pressa, porque a partir do momento que a gente é mãe, o tempo não é mais nosso. A gente tem dor, fica cansada, nem tudo são flores, mas tudo isso é compensado com o amor, que é um sentimento muito grande”, afirmou Elisabeth. Atualmente, a filha já cursa Gastronomia e Elisabeth consegue tirar um tempo para si. Gosta de fazer seus exercícios de manhã para dar o pique necessário para o dia intenso de trabalho.

NINHO VAZIO
A guarda civil Viviane Cristina da Silva sofre da Síndrome do Ninho Vazio, seu único filho Igor, com 21 anos, está cursando Educação Física em Ribeirão Preto. “Deixamos que ficasse livre para que pudesse escolher seu próprio caminho. Mas de alguma forma foi influenciado por nós”, disse Viviane, que pratica triatlo com o marido, que é PM.

“Eu acho falta do meu filho em casa, porque ser mãe para mim é algo muito importante, pois vem de Deus. Trazemos ao mundo, um novo ser para guiar e auxiliá-lo ao longo de sua vida.”

Filho da guarda civil Viviane, estuda em Ribeirão Preto; ela sente a sua sua (Alessandro Maschio/JP)

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Cristiani Azanha
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