Mais uma onça-parda é atropelada na região

Onça não resistiu. (Reprodução Facebook)

Mais uma onça-parda morreu atropelada na manhã desta terça-feira (16) na rodovia dos Bandeirantes (SP-348), no quilômetro 128, na altura de Santa Bárbara d’Oeste.  Um grupo de ciclistas que passou pelo local gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociais enquanto o animal ainda estava vivo. Um dos ciclistas comentou que aparentemente, a onça estava descadeirada.

A concessionária AutoBAn, que administra o trecho informou que o animal já estava morto, às 6h24 no acostamento da rodovia. O corpo da onça-parda foi encaminhado pelos funcionários da concessionária para o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade).

Em janeiro deste ano, outro animal foi atropelado. Era uma jaguatirica que morreu na rodovia Comendador Américo Emilio Romi (SP-306), que liga Santa Bárbara a Capivari. Um sitiante teria localizado o animal morto, na estrada de terra. O carro que teria causado o atropelamento não foi identificado.

Naquela ocasião, a veterinária Emanuele Mosna disse que recebeu uma foto do atropelamento através de seu tio, que é sitiante naquela região. Apesar de ser confundida por onça, o animal atropelado trata-se de uma jaguatirica, pois pertence a família dos felídeo (também conhecida como felinos) e é de porte pequeno, deve chegar no máximo há 15 kg quando adulta. Tem comportamento noturno, e se alimenta de pequenos roedores ou aves. A onça pintada já é o maior felino das Américas e não há relatos em nossa região, e essa pode chegar até mais de 100 kg.

RUA DO PORTO

Na mesma época, uma onça parda foi avistada por um morador, próximo ao Parque da Rua do Porto. Ele gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociais e em grupos no aplicativo Whatsapp. Na gravação é possível perceber que o animal estava muito assustado e por, pelo menos, duas vezes passou na frente do carro dirigido pelo morador. A onça conseguiu fugir e não foi mais localizada.

A Polícia Militar Ambiental divulgou uma nota informando que o aparecimento desse felino vem ocorrendo frequência em vários municípios e um dos motivos pode ser a invasão do homem ao habitat do animal, por meio da expansão da malha viária e a supressão de matas nativas, forçando os animais a buscarem alimento nas cidades.

Em situações em que o animal possa estar acuado na área urbana em que possa oferecer de fato risco à integridade das pessoas e o próprio animal apresentar-se em situação de risco, é necessário acionar o Corpo de Bombeiros bem como a própria Polícia Militar Ambiental para sua devida captura e destinação em local adequado.

 

Cristiani Azanha