eleitoral
Ela é senadora e pré-candidata, pela Rede, à presidência da República.

Marina esteve em Piracicaba e falou com a imprensa. (Claudinho Coradini/JP)

A senadora e pré-candidata à presidência da República, Marina Silva (Rede), está na disputa pelo Palácio do Planalto pela terceira vez. Em pré-campanha, ela visitou Piracicaba nesta segunda-feira, onde se reuniu com lideranças políticas. No encontro, ela falou sobre a crise política e financeira, falta de representatividade do atual Governo Federal e das expectativas da população com relação à mudança na política a partir das eleições de outubro.

A ex-ministra do Meio Ambiente no Governo Lula, de 2003 a 2008, deixou evidente que eventuais alianças com outros partidos e lideranças ainda podem acontecer. Ela se referiu a uma possível aproximação com Ciro Gomes, também pré-candidato ao Governo Federal pelo PDT. “Temos uma relação de respeito e diálogo e, obviamente, o fato de dialogar não implica em alguém ter de de abrir mão do seu projeto”, afirmou citando o fato de ter sido ministra junto com Ciro quando este representou o Ministério da Integração Social, no governo petista.

“É preciso olhar o Brasil após as eleições e isso é possível àqueles que passaram pelo antidoping da Lava-jato”, acrescentou. “ Estamos dialogando”, sintetizou.acrescentando que seu projeto inclui o diálogo com 200 milhões de pessoas.

Questionada sobre, uma vez eleita, quanto tempo levaria para estabilizar a economia diante da crise político-econômica pela qual o país atravessa, a pré-candidata disse que “vai levar mais tempo do que a rapidez com que o país foi destruído”. “Hoje são 13 milhões de desempregados outros 30 milhões de subempregos e para reconstruirmos tudo isso é preciso um governo com credibilidade, capaz de recuperar as contas e reduzir o gasto público”, afirmou.

Marina citou medidas necessárias para equacionar as contas do Governo e citou a necessidade de reformas, entre elas a previdenciária. .”É preciso fazer a reforma, mas não como essa draconiana proposta por este governo sem representatividade”, criticou. “Nós não temos governo, temos apenas uma equipe econômica”. Para a pré-candidata, o estado caminha para um engessamento diante das contas públicas que, segundo ela, precisam ser analisadas com profundidade. “ Na época da Dilma a dívida era de R$ 130 bilhões com o Temer a situação se agravou em vez de melhorar”, afirmou.

Em Piracicaba Marina estava acompanhada do pré-candidato a deputado federal pela Rede, José Gustavo Favaro Barbosa Silva, o Zé Gustavo.

(Beto Silva)

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