Masp e Sesc Paulista correalizam exposição sobre Anna Bela Geiser

Obras retratam a importânca de Anna Geiger para a cultura brasileira e mundial (Foto: Masp.org)

Ativa desde os anos 1950 como artista e desde os anos 1960 como professora no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Anna Bella Geiger participou das primeiras exposições de arte abstrata no Brasil e é um nome pioneiro na introdução do vídeo e das práticas conceituais no cenário artístico brasileiro.
A exposição Brasil nativo/Brasil alienígena, abrange um arco temporal extenso da artista, desde a década de 1960 até os anos 2000.
A mostra toma emprestado o nome de uma de suas séries mais conhecidas, Brasil nativo/Brasil alienígena, para apresentar obras que discutem criticamente a história e a realidade social do país, como o passado colonial, a identidade nacional, a representação dos povos indígenas e questões ecológicas, ainda hoje tão atuais, atravessadas por uma perspectiva e narrativa autobiográficas.
A curadoria é de Tomás Toledo, curador-chefe do Masp, e de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu. No Masp, a exposição se insere no ciclo temático “Histórias das mulheres, histórias feministas”, que guia toda a programação da instituição em 2019. No Sesc, a exposição dá continuidade a um relacionamento com a artista que já expôs em diversos projetos da rede. Outro motivo de celebração para o Sesc é o fato de algumas obras de Anna Bella terem sido incorporadas ao Acervo Sesc de Arte Brasileira.
Sua formação acadêmica teve forte influência em sua produção e aos 86 anos, continua produzindo e dando aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, onde vive, e no Higher Institute for Fine Arts (HISK), em Gent, na Bélgica.
No Masp, a mostra está dividida em nove salas, no segundo subsolo do museu, configurando seis núcleos temáticos e não necessariamente cronológicos: Visceral, Macios e Noturnos, Autorretrato, Mapas, Sobre a arte e História do Brasil.
No Sesc Paulista, são apresentados três trabalhos instalativos históricos (Circumambulatio, 1972; Mesa, friso e vídeo macios, 1981 e Indiferenciados, 2001) que cobrem momentos distintos da produção da artista e foram remontados especialmente para a exposição. Além das instalações, são exibidos três vídeos (Telefone sem fio, 1974, e Passagens I e II, 1974). As duas instituições possuem obras da artista em seus acervos e estão a 1.500 metros de distância uma da outra.
SERVIÇO
No Masp, exposição até 1 de março no 2º subsolo, na avenida Paulista, 1578, São Paulo. Informações (11) 3149-5959. No Sesc,
exposição até 1 de março ,no espaço Arte II (5º andar), na avenida Paulista, 119, São Paulo. Grátis. Informações (11) 3170-0800.

Da Redação

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