Média de abertura de empresas cresce 5,8% em três anos

Foto: Claudinho Coradini/JP

Em ritmo lento mas positivo, a média mensal de novas empresas tem crescido e superado os fechamentos

A média mensal de abertura de empresas em Piracicaba está positiva e subiu 5,8% entre 2019 e 2021. O balanço é da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). O perfil de empresas também mudou nos últimos três anos: entre abertura e fechamento, as Eireles (com um proprietário) perderam em saldo para as sociedades limitadas (com dois sócios ou mais). O doutor em economia e Gestor de Projetos do Pecege (Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas), Haroldo José Torres da Silva, explica que a abertura de novas empresas tem como motivo principal a busca por renda.

O levantamento para 2021, até maio, e os número retrospectivos, 2020 e 2019, mostram, respectivamente, uma escalada de alta na média mensal: 82,4; 79,6; e 77,9 – estes índices são referentes ao saldo, subtraindo as empresas que abriram frente as fecharam. Apesar do crescimento não ter grandes números, o economista analisa como positiva a abertura de empresas a despeito do baixo crescimento econômico.

Mas como essas empresas estão abrindo no momento em que a economia vai mal? “A resposta é que as pessoas estão optando por investir na abertura de empresa para a geração de renda, já que o desemprego continua em alta.”

Para o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso, há outros fatores para o aumento de empresas. “Muitas pessoas que trabalhavam como empregados acabaram montando seu próprio negócio. É uma alternativa para aquelas que tinham algum conhecimento técnico ou especialização, condição que permitiu trabalhar por conta. Outro ponto importante é que a cidade vem se fortalecendo como um polo de logística, atraindo muitas novas empresas. Também estamos reagindo na nossa economia, mesmo que devagar. Há mais segurança e maior entendimento sobre o impacto da pandemia.”

PERFIL
As empresas com um só proprietário, as Eireles, ficaram no passado. Em 2019, elas figuraram com maior saldo entre fechadas e novas: 403. Agora, em 2020 e 2021, as sociedades privadas imperam: 772 e 368, respectivamente. Este é o caso de Sandra Valéria Ferreira Duarte, 49, que se juntou com mais dois sócios. Um projeto antigo foi retomado, consolidando uma empresa fornecedora de peças e troca mais delivery de óleo para automotivos. Uma pesquisa de mercado apurada apontou o negócio como nicho de mercado. “Fizemos um planejamento sério com previsão de percalços. Então, guardamos um dinheiro para abrir entre julho e agosto. É no meio da crise que descobrimos os nossos potenciais.”

Cristiane Bonin
cristiane.[email protected]

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