Medicina nuclear auxilia no diagnóstico de casos pediátricos

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria mais de 60% das crianças nascem com refluxo (Foto: Freepik)

A medicina nuclear é uma técnica que tem sido aprimorada e ganhado espaço na área da pediatria, já que o método é considerado pouco invasivo, de acordo com especialistas da área. Essa técnica ainda é receosa para muitos, pois ela utiliza quantidade minímas de substâncias radiativas, mas que consegue diagnosticar os sintomas de forma eficiente, antes mesmo de outros métodos de exames de imagem.

Um dos diagnósticos que podem ser realizados por meio dessa técnica é o do refluxo infantil, conhecido como refluxo gastroesofágico, que é uma doença caracterizada pelo retorno dos alimentos, sólidos ou líquidos, do estômago para o esôfago, provocando uma irritação com regurgitações ou até vômitos, conhecido como golfadas.



Para diagnosticar esses sintomas podem ser realizados alguns exames de imagens ou laboratoriais, porém, de acordo com o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho “Na medicina nuclear, por exemplo, temos a cintilografia. Ela é capaz de fazer o diagnóstico, por imagem, a partir da radiação emitida pelo órgão que está sendo examinado. Este exame contribui para a investigação da presença e a determinação da intensidade do refluxo em crianças”, comenta.


O exame pode ser feito por meio de administração de medicamento oral de um radiofármaco, geralmente misturado ao leite e, por intermédio dessa técnica, é possível ter imagens do estômago, esôfago, e um pouco do pulmão também.

Coura comenta também que não há contraindicação para a realização desse exame em crianças. “A exposição à radiação é mínima e não há contraindicações nem riscos para os pequenos pacientes”, enfatiza.

Esse método na pediatria pode ser utilizado nas áreas de nefrologia e urologia, trato gastrointestinal, sistema músculo esquelético, oncologia e sistema cardiovascular.

A medicina nuclear ainda é uma técnica pouco conhecida no Brasil, mas que pode ser utilizada tanto no diagnóstico da doença e até mesmo para tratamento de câncer, como o de próstata.

REFLUXO
A sociedade Brasileira de Pediatria mostra que cerca de 60% a 80% das crianças têm o refluxo fisiológico até os seis meses, e que a partir do sétimo mês essa taxa reduz para 21% e logo após o primeiro aniversário apenas 5% das crianças continuam com os sintomas.
Segundo a entidade, 15% das crianças acima da idade dita anteriormente, têm o problema, mas ela pode ser considerada um refluxo patológico.

Os sintomas de refluxo começam a aparecer nos poucos meses de vida do bebê e se torna recorrente e comum, porém, se começar a atrapalhar o crescimento da criança e o seu bem-estar, já pode ser considerado uma doença e que precisa do tratamento adequado.

Os sintomas vão de irritação, vômito e regurgitação, e é necessária a atenção para observar a perda de peso ou até mesmo o seu não ganho, além de choro, irritabilidade, recuar-se a comer, anemia, vômitos com sangue e outras complicações graves como: dores abdominais e problemas respiratórios.