Medidas protetivas para a Patrulha Maria da Penha aumentam 46% em um ano

Comandante da GC Lucineide em treinamento com as equipes (Divulgação)

A atuação da Patrulha Maria da Penha recebeu o total de 527 medidas protetivas ao longo de 2019. O número foi 46% maior que o ano anterior, que registrou 361 medidas judiciais. As prisões em flagrante dos agressores saltou de 13, em 2018, para 30, em 2019 representando  130% mais prisões. Para atender a essa demanda, as equipes da Patrulha fizeram 14.732 rondas monitoradas em 2019, contra 9.189 em 2018, um aumento de 60%.

Implantada desde maio de 2017 e acompanhada pela Guarda Civil,  a Patrulha Maria da Penha de Piracicaba recebeu, no total, 1.163 medidas protetivas, realizou 29.841 rondas monitoradas e prendeu em flagrante 46 agressores que descumpriram as medidas, que têm, entre seus objetivos, manter o agressor distante.

“As mulheres estão se fortalecendo. Não aceitam mais ser vítimas e vão em busca de ajuda. Muitas mulheres vêm sofrendo há meses com os vários tipos de violência dentro do seu lar e nos relacionamentos, mas, graças às campanhas de conscientização, elas acabam perdendo o medo, se sentem protegidas para, enfim, saírem desse ciclo de violência ao serem capazes de identificar e de não aceitar um relacionamento abusivo”, ressalta a comandante da Guarda Civil de Piracicaba, Lucineide Maciel.

INÍCIO

A Patrulha Maria da Penha de Piracicaba foi criada pelo Decreto Municipal nº 17.791/2019. Atua na proteção, prevenção, monitoramento e acompanhamento de mulheres que conquistaram judicialmente medidas protetivas de urgência 24 horas, mantendo o agressor afastado da vítima. Além disso, realiza atendimento humanizado e inclusivo à mulher vítima de violência.

Desde a criação da Patrulha, a Prefeitura de Piracicaba informa as mulheres sobre a existência do serviço de diversas formas, entre elas reportagens, folders e campanhas. As campanhas “A Força de uma é a Força de Todas” e “Mulher, Você tem todo Direito de ser Feliz”, impactaram a população. A primeira, composta por peças com frases que levam à reflexão sobre sinais que apontam que uma mulher pode ser vítima de violência mesmo que não perceba, foi amplamente divulgada nas redes sociais. A segunda ganhou as ruas e os terminais de ônibus urbano, com veiculação nas TVs dos terminais, backbus (peças adesivadas em ônibus) e com cartazes espalhados nos pontos de ônibus. A campanha no transporte coletivo foi idealizada pela presidente do Fussp (Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba), Sandra Negri, em parceria com a GC e Via Ágil, com verba do Fussp.

SERVIÇO

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), plantão 24 horas, Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone (19) 3433-5878.