Menino de três anos, desassistido em creche municipal, cai de barranco de quase quatro metros

Caso ocorreu na Escola Municipal Profª Heloisa Helena Azanha Naime; menino foi socorrido pelo Samu

Na última quinta-feira (5), o gerente de produção, João Carrara, levou um susto ao receber uma ligação da direção da Escola Municipal Profª Heloisa Helena Azanha Naime, onde seu filho de 3 anos é aluno do maternal 2. A notícia era de que o menino teria quebrado o braço direito ao brincar no parquinho da unidade. Ao chegar à escola, já com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) acionado ao local, uma funcionária lhe contou outra versão: a criança teria caído de um barranco de aproximadamente quatro metros dentro da propriedade da instituição. “Segundo ela, estava uma sala em frente ao local de onde ele caiu e tentou pegá-lo, mas não deu tempo. Ela o avistou antes da queda”, conta o pai.

Após questionar a diretora sobre o ocorrido, Carrara disse que lhe informaram sobre a “professora não ter como dar conta por falta de auxiliares para supervisionar as crianças”.

Questionada, assessoria de imprensa da SME (Secretaria da Educação) informou que há 17 alunos na sala do filho de Carrara, porém no dia estavam presentes apenas 12 alunos. E, que, o ocorrido foi durante o jantar servido no refeitório da escola, sendo supervisionado naquele momento, pelos auxiliares de ação educativa durante todo o período. Segundo a SME, a escola conta com 16 professores efetivos e dois auxiliares de ação educativa, que auxiliam no trabalho pedagógico e uma professora auxiliar de maternal I.

“Há alguns dias, a avó dele foi buscá-lo na escola e ele não estava em sua sala de aula. Todos saíram para procurá-lo e ele estava brincando em outra sala”, relata Carrara. Além disso, o pai informa que parece ser comum essa situação após notar que quando questionou o porquê de seu filho voltar com um dos olhos roxos para casa um dia antes do acidente, teve a seguinte resposta: “Pode ser que quando ele foge da sala, ele vá no meio de uns pés de flores. Deve ter acontecido isso”.

“Acredito que seja negligência de quem cuida das crianças. É uma falta de atenção deixar uma criança de três anos sozinha, sendo que ele pode ter acesso ao local dessa forma”, comenta João Carrara.

Agora, a criança se recupera com a ajuda das avós, para que os pais possam trabalhar.

A SME, informou que após a ciência do fato, o secretário Bruno Roza determinou abertura do processo disciplinar para apurar os fatos ocorridos que levaram ao acidente. Além disso, a secretaria esclareceu que a unidade já realizou junto dos alunos um projeto pedagógico sobre a utilização do espaço, com o acompanhamento e produção de atividades lúdicas para o uso do morro.

Fernanda Rizzi
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