Merendeiras ameaçam greve caso Nutriplus não pague salário

Foto: Alessandro Maschio/JP

Secretaria de Educação disse que “a prefeitura não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o assunto”

Centro e setenta e cinco trabalhadoras perderão o emprego nos próximos dias dentro do contrato com a Horto Central de Marataízes e, as que estão atuando na merenda atualmente, prometem deflagrar greve geral a partir de hoje se os salários não forem pagos. A revolta entre as profissionais atuantes aconteceu durante a tarde de ontem na Escola Municipal Enedina Lourenço Vieira, no Ipanema. Uma trabalhadora que não quis se identificar informou que se o pagamento não fosse realizado, a paralisação será deflagrada em todas as escolas hoje (quarta-feira). A Secretaria Municipal de Educação foi questionada e disse não ter sido comunicada oficialmente sobre o assunto. “Ligamos para a empresa e recebemos a informação que eles não pagaram o saldo de salário e será pago amanhã”, informou o secretário-geral, Carlos Nascimento, do Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Campinas e Região).

Ele continua. “Se amanhã [hoje, quarta-feira], os sete dias de salários não forem pagos, iremos protocolar aviso de greve, pois, existem premissas legais a serem cumpridas na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e mobilizaremos, como fizemos na prefeitura ao longo dos últimos dias com as trabalhadoras, além de outras ações estratégicas. Nossas redes sociais e contados são fundamentais para trocarmos informações [entre o sindicato e as merendeiras].”

Para entrar em contato com o sindicato, as merendeiras podem utilizar as redes sociais do Sintercamp: busque, no Facebook, por ‘sintercamp’ e, no Instagram, por ‘sintercamp_oficial’. No telefone, o número é (19) 3237-3455 e (19) 99293-4799, no WhatsApp. O site é www.sintercamp.com.br.

Sobre o contrato emergencial da prefeitura com a Nutriplus, o sindicato informa que está atento à situação das merendeiras. “O Sintercamp tem acompanhado a situação e não concorda com a contratação na forma intermitente de postos fixos de trabalho.” A empresa Nutriplus não respondeu ao contato da reportagem do JP.

DESEMPREGADAS
Mesmo afastada da terceirização da merenda desde 20 de agosto, a Horto de Marataízes vinha mantendo os salários de suas contratadas na cozinha. Um aviso circulou ontem em um aplicativo de troca de mensagens que a empresa irá demitir todas as 175 merendeiras e que a previsão de rescisão deve acontecer no próximo dia 24. Conforme fontes ouvidas pelo JP, o perfil deste grupo é, na maioria, de mulheres que mantém seus lares sozinhas.

Sobre os direitos das trabalhadoras, o Sintercamp esclarece que tudo deverá ser pago. “Acreditamos se tratar de contrato por prazo indeterminado, uma vez que o contrato de experiência já teve seu prazo expirado. Assim sendo, são devidas as seguintes verbas: saldo de salário, se houver; aviso prévio; férias proporcionais acrescidas de um terço; 13º salário proporcional; multa de 40% sobre o FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]. Não é mais necessário fazer homologação junto ao sindicato, mas caso as trabalhadoras tenham dúvidas com relação ao que está sendo pago, o sindicato estará à disposição.”

Cristiane Bonin
[email protected]

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