Mesmo com percentual baixo, não há vagas em leitos de UTI

Secretaria de Saúde de Piracicaba informou que não há leitos UTI disponíveis para rede pública. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Apesar de o percentual da taxa de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) divulgado pela Prefeitura de Piracicaba, nos últimos dias, ser abaixo de 80%, ainda faltam leitos nessas unidades para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Questionada sobre o fato de pacientes aguardarem por uma vaga enquanto a taxa de leitos ocupados era de 78%, a Secretaria de Saúde explicou que ‘quando temos, por exemplo, 78% de leitos ocupados e 22% livre, os 22% não são de leitos públicos, mas sim privados’. De acordo com a pasta, hospitais como Santa Casa e HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana) têm leitos livres para seus conveniados, bem como a Unimed, via planos de saúde. “Os leitos públicos, no momento, estão 100% ocupados”, informou.

A Secretaria de Saúde afirmou que, quando o paciente chega em situação de internação com suspeita de covid-19 é encaminhado a um leito de isolamento e aguarda o resultado do exame para detecção da doença. “Neste caso, quando um paciente é internado ele ocupa um leito e os outros leitos no mesmo quarto não podem receber pacientes enquanto não vier a confirmação para covid-19”, informou a secretaria.

A Saúde acrescentou que todos os hospitais públicos e privados têm quartos de isolamento, no entanto, são poucos e, com a situação de pandemia, o problema se agrava e não há leito para isolamento sobrando no sistema de saúde. Sobre a questão da saturação e disponibilidade dos leitos de UTI, a orientação é mais difícil porque o processo é muito dinâmico, segundo informou a Saúde.

“O sistema é muito dinâmico e não existe ‘este leito vago’, ou seja, o leito que acaba de ser desocupado já está sendo preparado para outro paciente que está em processo de chegada”, informou.

Beto Silva
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