Migrantes dizem que Núcleo Califórnia parou de acolher

Foto: Alessandro Maschio/JP

Para voltar ao Centro, trecheiros andam mais de 5 km

Trecheiros que já passaram por Piracicaba em outras ocasiões e foram acolhidos no Núcleo de Acolhimento Califórnia, conhecido como ‘Casa de Passagem’, se queixaram de mudanças no atendimento nesta semana. Segundo dois homens ouvidos pela reportagem, e que pediram para não ter os nomes divulgados, as pessoas que estão de passagem pela cidade, que não são necessariamente moradores de rua, estão sendo levadas até o ginásio de esportes localizados no bairro Mário Dedini.

No local, é oferecido um lanche simples e a pessoa pode tomar banho e pernoitar, sendo necessário deixar o local pela manhã.

Para voltar ao Centro da cidade, no dia seguinte, os trecheiros disseram que é preciso andar mais de cinco quilômetros a pé, pois não é oferecido transporte. Eles também se queixaram de não ter acesso à passagem de ônibus para o destino, como foi ofertado em outras ocasiões.

A Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) negou que houve mudança no atendimento aos trecheiros e migrantes e informou que está com o Núcleo de Acolhimento Califórnia atendimento de adultos em situação de rua em pleno atendimento.

Segundo a pasta, com a Operação Inverno, as ações de abordagem social foram intensificadas para garantir às pessoas em situação de rua, migrantes e trecheiros mais de um local (Centro Paralímpico mais o Núcleo de Acolhimento Califórnia) para pernoite e refeição.

“Esse Centro Paralímpico dispõe de quartos com banheiros para melhor atender essa população, até o final do mês de agosto – tempo de duração da operação que teve início no mês de maio. Todas as pessoas em situação de rua, abordadas pelo Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social) são encaminhados para os dois abrigos emergenciais, de acordo com a disponibilidade das vagas em cada um deles”, informou.

Segundo a secretaria, a média de migrantes/trecheiros atendidos é de três pessoas/pernoite e as ações à população de rua incluem alimentação, passagem de acordo com avaliação técnica e contato com familiares e rede de serviços, além de outras ações pertinentes à assistência social.

Beto Silva
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