“Minha arte pode e deve se manter viva”, diz o artista visual Camilo Riani

Foto: Alessandro Maschio/JP

Após doença degenerativa, ele estreou “MuroArte” com ajuda de outros artistas

As paredes do Centro Comunitário do bairro Monte Alegre ganharam novas cores e muita arte envolvida. Na tarde de ontem (25), o novo mural foi inaugurado com a presença da comunidade, artistas e autoridades locais. A ação é resultado do projeto “Arte na Comunidade”, e teve o patrocínio da empresa Oji Papéis – instalada no bairro – por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

O projeto liderado pelo premiado artista visual Camilo Riani, começou antes da pandemia, que teve o formato da experiência “MuroArte”, no qual reuniu oficinas de sensibilização e percepção artística para crianças e jovens de escolas públicas e de moradores do bairro que contribuíram no processo criativo de um mural inspirado pelas cores e beleza da flora e da fauna local.

“Esse projeto é especial para mim, tanto o MuroArte e outras atividades artísticas tem a presença da essência do meu dia a dia e minha dinâmica de vida”, relata Camilo Riani. O artista conta que durante a pandemia teve um processo marcante: o diagnóstico de uma doença degenerativa que o impossibilitou de prosseguir com a sua arte, devido ao ataque nas articulações. “Foi um impacto muito grande na minha vida. Este projeto representa não apenas a retomada de uma grande arte pública, mas sobretudo tem um caráter pessoal muito marcante para mim: a possibilidade de eu retomar pelas mãos de outros artistas”, conta ele.

Para que o processo fosse feito, o artista natural de Rio Claro, contou com a ajuda dos amigos, também artistas e piracicabanos: João Ariozo Peixe Pichado, Erasmo Spadotto e Eduardo Grosso. Além disso, ele convidou outros artistas, no qual explicou e os treinou para reproduzir as suas técnicas de arte. “A minha arte e a arte em si, pode e deve se manter viva independente de quem estiver realizando. A coletividade foi a marca principal dessa “arte-experiência” que eu chamo”, finaliza ele.

De uma família de 13 irmãos, o artista visual também os chama de equipe “MuroArte”, pois eles o ajudarão a dar continuidade em suas obras.

Já o presidente do Centro Comunitário Monte Alegre, Fortunato Sunhiga, relata que o projeto tem colaborado muito com o bairro. “Se tornou um ponto turístico, não para o pessoal do bairro, mas para quem vem de fora. A arte para a comunidade foi um espetáculo”, afirma ele.

Fernanda Rizzi
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