Ministério Público vai investigar descarte dos 654 quilos de carne

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Prefeitura anunciou - nesta semana - abertura de sindicância para apurar falhas que ocorreram no setor (Foto: Divulgação)

O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) vai instaurar procedimento para investigar o descarte de 654 quilos de carne de porco que seriam usados na merenda escolar da rede municipal de Piracicaba. O órgão recebeu a denúncia da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Nesta semana, a prefeitura anunciou a abertura de uma sindicância para apurar onde ocorreram as falhas que resultaram no desperdício do produto.

Também nesta semana, a Câmara de Vereadores aprovou requerimento que cobra informações do Poder Executivo sobre os alimentos da Divisão de Alimentação e Nutrição de Piracicaba. No documento, os parlamentares se embasam em artigos da Constituição Federal, nas indagações ao Executivo, ao arrolar a divisão de alimentos sobre cópia das notas fiscais dos produtos que ainda estão em estoque, o prazo de validade de todos os produtos e a quantidade de produtos congelados e qual a data de validade e quantidade, qual a regra e a legislação ou protocolo para definir a validade dos produtos in natura (carne suína) armazenada.

Os vereadores querem saber se é o fabricante, lei ou protocolo interno que define o prazo de validade sobre este produto (carne suína), qual foi o motivo pelo qual foi solicitada a análise das carnes armazenadas, se houve algum problema ou falha no processo de manejo ou nos equipamentos que contribuiu para estes problemas com a carne suína.

O vereador Pedro Kawai (PSDB) comentou o teor do requerimento. “Eu quero aproveitar para discutir sobre a carne, da merenda escolar, com relação à quantidade de carne que foi perdida. É claro, não pode de maneira alguma compactuar com uma situação como essa. Graças ao requerimento, porque não se pode insinuar que a culpa é de A ou de B, não pode em uma situação como essa acontecer o que aconteceu”, disse.

O tucano disse que foi a própria prefeitura que fez uma nota sobre o caso, explicando o ocorrido. “Agora, outro detalhe, como a própria nota da prefeitura fala, identificou que não estava em condições de alimentação, mesmo estando dentro do prazo de validade. Se está dentro do prazo e não está em condições, porque não foi devolvido para o fornecedor?”, questionou.

Atualização da matéria 19/04: Na matéria postada no portal do JP no sábado, 17, a foto anterior não retratava o conteúdo da matéria, porém, foi atualizada e corrigida na manhã do dia 19/04, às 09h06.

Beto Silva
[email protected]

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