Missa celebra um dos desejos de frei Sigrist

Foto: Alessandro Maschio/JP

A imagem do casal santo está acompanhada de um fragmento do corpo de São Nicolau, da Suíça

Um fragmento do osso de São Nicolau de Flüe fará parte oficialmente como relíquia da Capela do Jardim Gloria em missa celebrada hoje, às 19h30. Também ficará no espaço religioso uma escultura em madeira retratando o casal santo, Nicolau e sua esposa Dorotéia. O relicário ganhará um pedestal próprio e ficará exposto ao culto dos fiéis, informa o historiador Claudinei Pollesel. A missa também celebra os 23 anos de morte de frei Francisco Erasmo Sigrist. Uma carta, de 1997, revelou o desejo do frei de exibir a imagem de São Nicolau, Patrono da Suíça, conhecido como ‘Construtor da Paz’. Sigrist e os padres capuchinhos deram suporte ao bairro quando o local era uma favela.

“Assim se realizará este pedacinho do sonho de frei Sigrist. O maior sonho, ou a parte maior, do sonho de frei Sigrist já estava realizado desde antes de sua morte. Sonhou que a favela seria transformada em jardim e conseguiu ver este sonho realizado através dos mutirões que organizou e que transformaram mais de 100 barracos em casas dignas de alvenaria com toda infraestrutura necessária. Plantou dezenas de palmeiras imperiais, que ainda tremulam ao vento gritando que a paz é possível. O que não mudou e nunca mudará é seu barraco, o único que ainda é de madeira. Tombado como Patrimônio Histórico de Piracicaba, é hoje o Memorial de frei Sigrist, testemunha de toda esta história”, conta Pollesel, que também integra o IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba).

A missa será celebrada por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Diocesano de Piracicaba, e pelo padre Fabio Donizete Golfete, pároco da Paroquia São Francisco Xavier. A relíquia foi enviada pelos fiéis da Paróquia de Sachseln, da região de Obwalden (Suíça), onde viveu, morreu e está sepultado São Nicolau.

Caio Henrique de Almeida, especialista em relíquias, destaca não ser recente a graça e veneração de relíquias pela Igreja Católica. “O Concílio de Trento (1545) nos convida a venerá-las, sejam estas de Primeira Classe (fragmentos do corpo), de Segunda Classe (objetos usados), de Terceira Classe (tecidos tocados em seus restos mortais ou seus túmulos) e até uma Quarta Classe (tecidos tocados em suas vestes).”

Cristiane Bonin
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