Moções pedem prioridade de vacinação a jornalistas e bancários

Foto: Guilherme Leite/Câmara de Vereadores de Piracicaba

Proposituras do presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, Gilmar Rotta, a pedido destas categorias fazem um apelo ao governador na priorização pela vacina da Covid-19

Moções 121 e 122/2021, de autoria do presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, Gilmar Rotta (Cidadania), aprovadas na 17.ª reunião extraordinária de quinta-feira (17), apelam ao governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em caráter de urgência, para que sejam incluídas a categoria dos bancários, bem como a classe jornalística, na priorização pela vacina contra a Covid-19.

Na moção 121/2021, o parlamentar considera que a atividade bancária é considerada essencial nos termos do decreto 10.282/2020, alterado pelo decreto 10.329/2020, que regulamenta a lei 13.979/2020.

Gilmar Rotta também avalia que a essencialidade tem por finalidade atender aos interesses dos clientes, usuários dos serviços e de toda a sociedade, garantindo o atendimento em suas unidades de varejo (agências e postos de atendimento), assim como nas operações demandadas pelas empresas.

A consideração é que no atendimento das agências bancárias não teve seus serviços interrompidos em nenhum momento desde a decretação da pandemia do novo Coronavírus; que os serviços de atendimento ao público, inclusive aos beneficiários das políticas públicas de caráter social, seguem em operação.

Também observa que a continuidade do atendimento tem feito o registro de filas e aglomerações, dentro e fora das unidades bancárias, e que existe uma evidente exposição aos riscos de contágio nestes ambientes. Além do registro de inúmeros casos de adoecimento, de afastamento do trabalho, internações hospitalares e de óbitos na categoria bancária, com a possibilidade de proliferação da Covid-19 aos coabitantes e pessoas próximas.

Levantamento do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região aponta que, até abril deste ano, mais de 18% dos profissionais foram contaminados, além de três mortes contabilizadas na base da entidade e que, se forem considerados, cerca de 40% dos bancários estão em home office. Os índices de infecção dos trabalhadores que estão na agência superam os 45%.

A moção de apelo também demonstra que ainda se faz necessário o fechamento de agências após fiscalização conjunta do Sindicato dos Bancários e Centro de Referências em Saúde do Trabalhador (Cerest) por descumprimento dos protocolos sanitários por parte dos bancos nos casos de suspeita e confirmação de contaminação pela Covid-19.

“Apelamos ao governador, em caráter de urgência, para que seja incluída a categoria dos bancários como prioritária dentre aquelas listadas como essenciais aos critérios do Plano Nacional de Imunização – PNI contra a Covid-19”, destaca Gilmar Rotta, que também apresentou o requerimento 636/2021, em que que solicita informações ao Executivo sobre a possibilidade de ação junto ao governo estadual para que a categoria bancária seja incluída como prioritária na vacinação da Covid-19.

Jornalistas

Na moção 122/2021, Gilmar Rotta reitera o pedido de prioridade de vacina para a categoria jornalística.

A consideração é que a atividade dos jornalistas é considerada essencial, pois desde o início da pandemia sempre estiveram na linha de frente, levando informações e conscientização de prevenção à população brasileira. “Sem o trabalho destes, não teríamos nem informações do número de mortos e contaminados por esta doença”, enfatiza Gilmar. 

Também se avalia que os jornalistas, ao longo da pandemia da Covid-19, têm realizado um importante trabalho na cobertura relacionada à doença e no processo de vacinação, levando à população informações e orientações sobre o assunto. A atividade se configura como essencial no decreto federal 10.288/2020. “Ocorre que os jornalistas também são vítimas desta pandemia, justamente no exercício de seu trabalho”, diz a moção.

Levantamento da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) mostra que o Brasil é o país com maior número de mortes de jornalistas em decorrência da Covid-19. Em 2020 foram 80 mortos e em 2021, segundo dossiê atualizado pela Fenaj, em 2 de junho de 2021, foram 155. O mês com maior número de casos foi março de 2021, com 51 mortes.

O levantamento feito pela Fenaj demostra claramente que a imprensa está na linha de frente e os jornalistas também estão expostos à contaminação, diz o parlamentar. “Infelizmente, mesmo com as estatísticas colocando o jornalismo profissional como trabalho de risco para contaminação por Covid-19, a categoria não está inserida no Plano Nacional de Imunização (PNI) entre os grupos prioritários para receber a vacina”, alerta a Fenaj.

“Apelamos ao governador, através da Secretaria de Estado da Saúde, em caráter de urgência, para que seja incluída a categoria dos jornalistas como prioritária dentre aquelas listadas como essenciais aos critérios do Plano Nacional de Imunização – PNI contra a Covid-19”, concluiu o parlamentar.

Da Redação

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