Uma moradora do bairro Jupiá vem sofrendo há anos com um problema que pode acabar com sua casa, sua vida e a vida de seus familiares. A aposentada Creusa Maria Pedroli Cotrim, que vive em uma residência na rua Ernesto Montebello, reclama de duas árvores que ficam no local, dizendo que elas estão velhas e podem cair a qualquer momento, causando danos em sua casa e na Escola Estadual Luciano Guidotti, que fica do lado.

“As duas árvores estão caindo. Elas são antigas e vão cair e destruir a minha casa, me deixando sem lar, já que não tenho outra casa para morar”, disse Creusa, ressaltando o tamanho das duas dizendo que estão tão altas que ultrapassaram o prédio da escola, sem contar que tomaram conta da calçada. “Não tem calçada, já que as árvores tomaram conta do local. Levantou as placas de cimento”, completou.

Além do risco de queda, Creusa alerta que as placas levantadas contribuíram para o aparecimento de animais peçonhentos e venenosos. “Lá moram escorpiões, aranhas, ratos. Inclusive uma das placas é do esgoto da escola. Os escorpiões saem do esgoto e entram na minha casa. Já fui picada e quase morri, já que sou idosa, tenho neto de dois anos, que nem sabe o que é escorpião. Se ele brincar irá querer brincar”, disse Creusa, preocupada com a vida de seus netos.

Em relação a calçada, a idosa lembrou da lei da calçada livre, o que não é possível em razão das árvores, obrigando as crianças a se deslocarem na rua e correndo perigo de serem atropeladas. “As crianças que vão pela escola têm que descer a rua para chegar lá. Tem uma descida, em que os carros descem em alta velocidade. A árvore tapa a visão dos motoristas, podendo causar um acidente fatal. Sem contar que essa árvore pode cair e me matar, o meu neto que mora comigo e meus outros dois netos que ficam comigo”, disse.

Creusa disse que reclama e faz protocolos para a Prefeitura há cinco anos, porém não vem obtendo sucesso. “Já pedi corte da árvore há cinco anos. Fiz tudo que eles mandaram. O engenheiro veio e disse que a árvore estava sadia, mas na época ela não estava nem na metade do que está hoje. Em cinco anos ela triplicou de tamanho e de tão alta os galhos pesaram e penderam tudo para a minha casa. A Prefeitura não está ligando, eles só estão a fim de tirar quando cair. Só que quando cair perderei a minha casa e talvez a minha vida. Tenho vários protocolos, mas a Prefeitura disse que já caducou todos”, reclamou.

Em resposta a reportagem, a prefeitura, por meio da Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente), disse que, por meio do Setor de Arborização, o serviço solicitado pela munícipe já foi programado e será realizado daqui a 20 dias”, completou.

Mauro Adamoli

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