A aposentada Leonilda Domingues Garcia falou com o Semae desde que o problema começou no ano passado. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Moradora da rua João Antônio Rúgia, na Vila Monteiro, conta que a boca de lobo em frente a sua casa não está aguentando o fluxo da água da chuva desde novembro do ano passado e que acaba vazando esgoto e atinge o seu quintal.


A aposentada Leonilda Domingues Garcia conta que tem contatado o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) desde que o problema começou no ano passado, mas que não teve resultado e não foi fornecido a ela um protocolo de atendimento para acompanhar o processo.


Assim, procurou o SIP (Serviço de Informação à População) 156 e exigiu o protocolo em 17 de fevereiro. “O esgoto corre normalmente, mas, quando chove, a boca de lobo não vence e sobe tudo no meu quintal”, relata Leonilda, que lembra que em novembro de 2019 foi realizada uma obra em sua rua. “Vieram em novembro e fizeram um ligamento na rua ligando a água da chuva com a rede de esgoto”, diz.


Após contato do Jornal de Piracicaba nesta semana, a concessionária Mirante realizou vistoria no local na tarde do mesmo dia. A empresa esclareceu que a rede coletora que atende a região não apresentou problemas técnicos durante a vistoria e que está “sem vestígio de extravasamento”.


Em nota, a empresa informou que “verificou-se que o imóvel não possui caixa de inspeção, dispositivo que inibe retorno interno em caso de extravasamento.” A empresa afirmou ainda que a proprietária foi orientada pela equipe “sobre a importância da construção, manutenção da caixa de inspeção e instalação da válvula de retenção a fim de coibir novos episódios de extravasamento.”


Como alguns imóveis ainda têm ligação de água da chuva conectada na rede coletora de esgoto, conforme explicou a Mirante, pelas chuvas dos últimos dias, que causaram alagamentos na cidade, ocorreram extravasamentos. “Diante desse quadro, a equipe técnica fará monitoramento na região a fim de identificar os pontos de lançamentos clandestinos de água pluvial na tubulação de esgoto e coibir novos casos de extravasamento.”


A Mirante pontuou que ainda na nota que “todas as solicitações registradas via Central de Atendimento ao Cliente do Semae foram atendidas prontamente dentro do prazo estabelecido pelo contrato da Parceria Público-Privada”.


Ao exigir o protocolo de atendimento dos serviços públicos, o cidadão pode acompanhar o desdobramento da solicitação e cobrar a administração pública caso o problema não seja solucionado no prazo estipulado.

Andressa Mota

[email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

14 − um =